segunda-feira, janeiro 28, 2008

A unidade biológica subjacente em toda a vida

Introdução
A unidade da vida é um tema que tem suscitado em mim, imensas questões de cariz científico e filosófico, e terá sido mesmo, o elemento preponderante que me levou a enveredar por esta Licenciatura em Ciências do Ambiente.
A Biologia faculta-nos imensas hipóteses e provas científicas, que vão ao encontro deste maravilhoso princípio que é a unidade intrínseca em toda a vida. Irei portanto, abordar, no âmbito desta Unidade Curricular, os argumentos que sustém o tema escolhido.

A vida não permite uma definição simples, na medida, em que a vida não pode ser definida por um critério único. No entanto, a palavra vida é normalmente usada para definir uma variedade de propriedades e processos naturais comuns a todos os seres vivos, tais como: serem constituídos por células, terem estruturas complexas e altamente organizadas, possuírem a capacidade de desenvolver uma grande variedade de actividades, receberem e transformarem energia do ambiente, descartarem produtos residuais, executarem uma grande diversidade de reacções químicas, encerrarem qualidades de entropia e homeostáticas relativamente a variáveis do meio envolvente, reagirem a estímulos, adaptarem-se, reproduzirem-se, nascerem, crescerem e morrerem.
A unidade biológica da vida manifesta-se sobre diferentes aspectos:
1. A nível celular – Todos os seres vivos têm na sua constituição fundamental a célula. Ela é a unidade básica de estrutura e função de todos os organismos. É a unidade de reprodução, desenvolvimento e de hereditariedade. Em alguns seres, a célula constitui o próprio indivíduo. Noutros, as células agregam-se em colónias unicelulares ou em tecidos multicelulares capazes de formarem órgãos, que executam uma determinada função num organismo complexo, como por exemplo, o nosso corpo.
2. A nível molecular – Todas as células possuem basicamente o mesmo tipo de elementos químicos. Os inorgânicos como a água e os sais minerais; e os orgânicos, que desempenham funções: estrutural ou plástica, energética, enzimática ou reguladora, de armazenamento e transferência de informação; são os polímeros: polissacáridos, lípidos, proteínas e os ácidos nucleicos. São estas últimas macromoléculas, os ácidos nucleicos, DNA e RNA, que encerram e transmitem a informação genética.
A molécula de DNA contém, similarmente à célula, uma organização e um funcionamento universal em todos os seres vivos. A enorme diversidade da molécula de DNA é responsável pela enorme diversidade da vida, na medida, em que cada organismo contém o seu próprio DNA, que o torna único perante os outros.
Ainda no âmbito molecular, a adenosina tri-fosfato, ATP, é a molécula que armazena a energia utilizada pela célula, em diversos processos biológicos, porque a energia luminosa e a energia química dos compostos orgânicos, não podem ser utilizadas directamente pela célula.
3. Na origem da vida – Actualmente não existe consenso quanto às etapas do aparecimento da vida na Terra. No entanto, sabemos que ela surgiu como organismos unicelulares, entre 3,9 mil milhões e 3,8 mil milhões de anos a partir de moléculas orgânicas pré-bióticas.
4. Na evolução da vida – Os primeiros microrganismos muito primitivos, são o ancestral universal de toda a vida que existe e existiu no planeta. Ela apareceu nos oceanos primitivos, evoluiu para formas mais complexas, multiplicou-se, adaptou-se a novos ambientes, através da alteração do fundo genético, resultado da selecção natural, e chegou até nós, seres que desenvolveram capacidades cognitivas.
5. Nas relações tróficas – Cadeias alimentares, onde se verificam transferências de energia e de matéria entre os diferentes níveis tróficos. Os produtores fotossintéticos e quimiossintéticos sintetizam a matéria orgânica a partir da mineral, utilizando respectivamente energia solar luminosa e energia química. Os consumidores, incapazes de produzirem a sua própria energia, alimentam-se de outros organismos. Por sua vez, os decompositores degradam a matéria orgânica proveniente de cadáveres e excrementos dos seres vivos, libertando as substâncias minerais novamente para a geosfera.
6. Nos níveis de organização da vida – Existe uma organização espantosa na vida, em níveis de complexidade crescente que vão das partículas subatómicas à biosfera.
7. Na natureza cíclica da vida – Sequência de acontecimentos que ocorrem durante a vida de um organismo, desde que se forma até à produção da sua própria descendência. A nível celular, a interfase e a fase mitótica exemplificam bem esse fenómeno. A alternância de fases nucleares é outro ciclo, dos muitos que existem a nível biológico, como por exemplo, o da respiração, o da alimentação, o da circulação do sangue, etc.
Conclusão
Todos os seres vivos estão ligados entre si, por princípios de função, de estrutura, de origem, de evolução, de organização, de trocas de materiais e energia e por ciclos naturais. Esta unidade fundamental subjacente na enorme diversidade da vida está encerrada em cada célula, em cada DNA, onde as suas principais características são a universalidade e a variabilidade.
Bibliografia
NICOLAU, P. B.; AZEITEIRO, U. M. (2001) Introdução à Biologia, Universidade Aberta, Lisboa.
SILVA, A. D.; GRAMAXO, F.; SANTOS, M. E.; MESQUITA, A. F.; BALDAIA, L.; FÉLIX, J. M. (2006) Terra, Universo de Vida – 1ª Parte, Biologia, Porto Editora, Porto.
WIKIPEDIA, (Visitado em: 03 de Novembro de 2007), portal da Biologia, Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Biologia.

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Feliz Natal

Nascimento é Vida
É Luz
É Amor
É Alegria
É Esperança.

É a dádiva do Absoluto...

Que este Natal
Nasça em ti
Um Mundo de Felicidade.

Paz a Todos os Seres.

São os Votos de Jorge Moreira

domingo, novembro 25, 2007

Pink Floyd Redux


Foi recentemente lançado um álbum maravilhoso com éxitos dos Pink Floyd, composto exclusivamente por vozes femininas.



Ouvir Another Brick In The Wall por Giselle Webber, até arrepia. Uma voz parecida com a Bjork, numa sensualidade rouca e desconcertante.
A música é Pink Floyd com roupagens actuais, que joga entre a electrónica a piscar o dance e o jazz fusion ambiental.
Não perca esta obra, Pink Floyd Redux, um disco actual de música intemporal.

quinta-feira, outubro 25, 2007

Al Gore - Prémio Nobel da Paz II


Tem existido imensos ataques, pelos mais variados motivos contra o Al Gore. Alguns certamente que são verdadeiros, mas outros, não passam de calúnias por todos aqueles que têm interesses profundos para que as coisas continuem como estão.
Falam na casa de Al Gore que não é amiga do ambiente.
Ora, a casa de Al Gore foi recentemente convertida em “amiga do Ambiente” com painéis solares e outros equipamentos. Certo que foi depois de algumas críticas…
Criticam os aviões particulares que utiliza para se deslocar.
Os aviões, os veículos e as actividades que realiza são compensados pela plantação de x nº de árvores, etc. Claro que não deixa de poluir, mas tenta compensar…
Dizem que ele tem outros interesses políticos, etc.
Mas serão estas realmente as questões de fundo?
Para mim e para o mundo actual, mesmo que ele tenha algum interesse mais ou menos claro, tem levado este assunto às agendas políticas mundiais e tem sido uma “viga Mestra” na divulgação e na consciencialização mundial para as questões climáticas e ambientais. Penso que foi esse o motivo que levou o Comité do Nobel a laureá-lo com o prémio Nobel da Paz.
Não nos podemos esquecer, que mesmo antes do Al Gore ter sido vice-presidente dos Estados Unidos, mesmo antes de ter tido cargos políticos relevantes, ele já tinha escrito artigos e livros, direccionados para uma tomada de consciência, que a acção do homem estava a produzir no nosso Planeta, especialmente na exploração desenfreada dos recursos naturais, na poluição, etc., produtos estes, de um capitalismo feroz. Se houve aproveitamento político pessoal por estar a defender estas ideias, acredito que sim. Mas também teve a coragem de ir contra muita gente influente… “lá de casa”, o país mais poluidor do mundo, onde ¼ de toda a poluição mundial provém de lá.
Certamente que seria muitíssimo melhor que qualquer Bush na presidência dos EUA…

terça-feira, outubro 16, 2007

A Evolução das Sucessivas Formas de Vida

No sábado, dia 20 de Outubro, pelas 16h00 na sede da STP, Rua Passos Manuel, 20 Cave, Lisboa, terá lugar uma Conferência pelo Dr. Lício Correia sobre a “ A Evolução das Sucessivas Formas de Vida”.
A entrada é livre.

terça-feira, outubro 02, 2007

Birmânia - Assina a Petição


O film Beyond Rangoon retrata bem o sofrimento brutal que a Junta Militar de Myanmar impõe ao povo birmanês e à presidente e prémio Nobel da Paz, eleita democraticamente Aung San Suu Kyi.

Nem os monges escapam à violência e morte depois de manifestações pacíficas…

Podem ver o trailer do filme aqui ou aqui

Assina a petição aqui e Ajuda o povo Birmanês!

sábado, setembro 29, 2007

O Budismo 4



Uma Resumida história de Buda:

Siddharta Gautama nasceu no Séc. VI antes de Cristo, no vale do Ganga, rio Ganges, junto aos Himalaias, com o regozijo da natureza. Diz-se que os Devas fizeram chover flores, pois sabiam que a criança viria a ser um supremo Instrutor da Humanidade.Filho de uma família real, os pais deram-lhe o nome de Siddharta, que significa “aquele que realizou o seu propósito”. Este nome deve-se à profecia de um grande Brâmane que logo a seguir ao nascimento, disse que ele iria abandonar o seu reino material, para se tornar num Buda e Reinar espiritualmente sobre toda a Terra.
(Continua)

sexta-feira, setembro 28, 2007

O Budismo 3


Buddha significa Iluminado, aquele que possui a sabedoria perfeita, o mais nobre, o mais santo. Mas para isso, ele teve de encarnar inúmeras vezes, subindo passo a passo a longa escada evolutiva, com o devido controlo das suas paixões, com auto-sacrifício, devoção e carácter alicerçado nas Virtudes. Com estas Qualidades, foi progressivamente, tornando-se cada vez mais sábio, passou da humanidade comum até ao estado de Bodhisattva e por fim, deste a Buda, o Ser Perfeito.
Existe três classes de Bodhisattvas: os Panadika ou Udghatitagnya, os que seguem o caminho da Inteligência; os Sadadika ou Vipachitagnya, os que seguem o caminho da Fé e os Viriyadhika ou Neyya, os que seguem o caminho da Acção.
(continua)

quinta-feira, setembro 27, 2007

O Budismo 2


O Budismo ou Buddha Dharma é a filosofia religiosa ensinada por Sidharta Gautama Buddha. É a Religião Oriental que mais tem crescido no mundo ocidental. Mais que uma Religião, O Budismo é uma Filosofia de Vida. A própria palavra Religião, aqui aplicada, tal como nós comummente a retratamos, acaba por não fazer sentido, pois não existe uma obrigatoriedade, da crença num Deus ou numa divindade. Religião só faz sentido, na concepção da origem da palavra, Re-ligar. Aí o Budismo dá-nos instrumentos para trilhar o Caminho que leva o Homem a alcançar o Nirvana.
No entanto, muitas das divindades saídas do Panteão Hindu, aparecem com novas denominações no solo tibetano.
A Cosmogénese Budista é encimada pela Tripla Manifestação: Amitâbha, o Logos, a Luz infinita; Avalokitesvara ou Padma-pâni, Chenresi, o Progenitor e Mandjusri, a Sabedoria criadora.
(Continua)

quarta-feira, setembro 26, 2007

O Budismo 1

“Vai para além do rio, brâmane,
Vai com toda a tua Alma:
Deixa os desejos para trás.
Quando cruzares o rio de Sansara,
Encontrarás a terra do Nirvana”.

Dhammapada - 383

Caros Amigos e Amigas,
Nos próximos dias irei colocar aqui partes de um trabalho sobre o Budismo.

Grande Abraço,
Jorge Moreira.

quarta-feira, julho 11, 2007

Convívio em Vila Nova de Cerveira


Os Ramos Dharma e Horus da Sociedade Teosófica no Porto tem o prazer de convidar todos os Amigos e Amigas para uma confraternização com piquenique e visita à maravilhosa Vila de Cerveira e natureza envolvente, no próximo sábado dia 14 de Julho de 2007.
O encontro será às 10h30 na estação de serviço do Mindelo na A28 em direcção a Viana do Castelo.
Para mais informações contactar Jorge Moreira pelo tel. 963408166.

domingo, junho 03, 2007

O Amor Como Cimento Do Templo

PALESTRA

- Será o Amor a maior força do Universo?

- Qual será na actualidade, a importância das Escolas Iniciáticas na edificação do Templo da Humanidade?

Após a apresentação da palestra "O Amor como Cimento do Templo" na AMORC, fui novamente solicitado para apreasentá-la na Sociedade Teosófica de Portugal.
A apresentação terá lugar no próximo sábado, dia 9 de Junho, na Sede da STP, pelas 16h00, Rua Passos Manuel, 20 Cave, Lisboa.
Entrada Livre.

Foto: Jorge Moreira

quarta-feira, maio 16, 2007

Unidade da Vida é uma realidade incomensurável

O meu "Meme"!
A Elsa Gouveia, do blog “Aprendiz de Viajante” passou-me um “meme”...
De que se trata?
Um "meme" é um "gen ou gene cultural" que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma. Simplificando: é um comentário, uma frase, uma ideia que rapidamente é propagada pela Web, usualmente por meio de blogues. O neologismo "memes" foi criado por Richard Dawkins dada a sua semelhança fonética com o termo "genes".

Agora só falta nomear os 6 blogues que darão seguimento a este desafio...
Caso entendam fazê-lo!!!!
Serão:
“Oceanus”
“A Kind of a Magic II”
“Cidade do Esquecimento”
“Misterious Spirit”
“Soukha”
“Sobretudo”

segunda-feira, maio 07, 2007

Seminário e Conferência


No próximo fim-de-semana, teremos a presença ilustre da presidente da Secção Europeia da Sociedade Teosófica Trân-Thi-Kim-Diêu em Portugal. Esta Senhora, detentora de uma sabedoria ímpar, estará em Évora, na sexta-feira, com uma conferência pública na Biblioteca Pública de Évora, pelas 18h30 com o tema: “INTELIGÊNCIA, A BASE PARA UMA VIDA RECTA”. A entrada é livre.
No Sábado e Domingo, terá lugar na sede da Sociedade Teosófica de Portugal, Rua Passos Manuel, 20 - Cave, um Seminário com o tema: “TEOSOFIA E CIDADANIA - UMA VISÃO GLOBAL, UMA PRÁTICA LOCAL”.
Para mais informações clicar no título.

Foto - Jorge Moreira

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Hinduísmo



“Ó Pusan, Sustentador de Tudo,
Abre a boca da Verdade,
Agora oculta por um véu dourado,
Para que nós, devotos da Verdade,
Possamos ver.”
Upanixades



O Hinduísmo ou Brahmanismo é uma Religião muito antiga descendente dos Rishis. Teve origem na parte mais a norte da Índia e é neste país, que actualmente tem mais adeptos. É constituída por seis grandes Escola de Filosofia. Todas Elas procuram a libertação dos limites de uma existência penosa, das misérias da roda dos nascimentos e das mortes. Todas admitem o conhecimento divino, o Brahma-vidya.

O Brahman o Ser Absoluto é representado pela tríada de Deuses:
- Brahma, o Criador,
- Vishnu, o conservador e
- Shiva, o destruidor e regenerador de nova vida.

Brahma é pouco venerado, devido à grande incompreensão envolta Dele. Vishnu é mais reverenciado nas suas principais encarnações, Avataras, como Rama ou Krishna. Shiva é mais adorado pelas suas personificações femininas, Parvati, Kali e Durga. Abaixo destas divindades maiores, há uma infinidade de Deuses menores e objectos sagrados, idolatrados em numerosos templos, pelo povo menos culto, que Lhes imploram coisas e oferecem flores, frutos, folhas de certas árvores, entre outras coisas e lamentavelmente, digo eu, sacrifícios sangrentos de animas.

Da sua doutrina, destacam-se as seguintes particularidades:

1. O Hinduísmo é panteísta. Ele venera a Natureza, pois tudo o que existe, desde deuses, homens, animais, plantas, montanhas, bosques, rochas, energias, rios, nuvens, tempestades, etc. pertencem às inumeráveis partes do Absoluto. “O Senhor está na rocha ou na árvore e é ele que é adorado e não a simples forma exterior.”
2. O mundo como o conhecemos e sentimos, não passa de uma ilusão, Maya. Tudo irá desaparecer. Só Brahma é eterno.
3. A Alma individual de cada homem, reencarna imensas vezes até esgotar o seu Karma e é por fim absorvida no Divino, no Brahma. O Karma devolve a todos os homens os resultados daquilo que semearam. Se as sementes lançadas nesta vida são boas, essa “sementeira” irá repercutir-se nas vidas futuras. Se juntar a esta purificação Kármica, uma expansão de consciência, ele irá evoluir ao longo dos três mundos ou estágios, Jagrat, Svapna e Sushupti, até se libertar da roda dos nascimentos forçados. Annie Besant diz-nos: “Aí o homem descobrirá que a Natureza do Universo e a sua Própria Natureza são uma só… Tornar-se-á num Brahman, que potencialmente sempre o foi, mas só agora, está activa a sua realização”.


No Hinduísmo existem três aspectos fundamentais:

1. As Verdades Espirituais, implícitas nos Vedas e nos Upanishads, que retratam o conhecimento da Natureza e os métodos para a sua aquisição. Desvenda o todo, a manifestação, a origem, a expressão e a unidade do Universo realizada por Brahman. Ele manifesta-se na tríada de atributos:
- Sat, a Sabedoria,
- Cid, o Amor e
- Ananda, a Vontade.
Estes atributos também expressos na Trindade Trimurti, Brahma, Vishnu e Shiva.

Nesta cosmogénese, as Escolas Samkhya de Kapila têm uma visão, mais particular. Dividem o universo numa dualidade:
- Purusha, o Espírito e
- Prakriti, a matéria.

Por sua vez, Prakriti é trina, formada pelas qualidades da matéria, chamadas Gunas:
- Sattva, Harmonia,
- Rajás, Emoção e
- Tamas, Inércia.
Toda a matéria é constituída por estas três qualidades. Ela está equilibrada, onde todas as qualidades se encontram na mesma medida, ou desequilibrada, quando uma ou outra se apresenta em maior ou menor proporção.

2. O Culto Exotérico, onde os Purunas (as lendas e histórias antigas), os Rituais, as cerimónias, observâncias, imagens e os Mantras são a sua expressão mais popular. São ensinamentos virados para o público em geral, centrados na conduta social e familiar, numa perspectiva de gradual preparação para a compreensão das Verdades esotéricas e espirituais. Tudo foi adaptado para estimular a devoção, a adoração e fomentar o Amor. Neste culto, existe um trabalho, uma espécie de simbiose, entre o homem e os outros Reinos da Natureza: o Mineral, o Vegetal, o Animal, o Devático (mundo Astral) e o Dévico (mundo Mental). Sri Krishna dizia-nos a esse respeito: “Com isto alimentais os deuses e os deuses poderão alimentar-vos”.

As Castas.
O Hinduísmo divide a evolução do Homem em quatro estágios, por onde cada Alma terá de passar afim de evoluir. Estes estágios são representados pelas quatro castas:
- No estágio mais baixo, o Sudra, não há muitas obrigações. Só o dever da obediência e serviço;
- O estágio a seguir, o Vaisya, a Alma tem de aprender a ser altruísta na posse. É composta por camponeses, artesãos e burgueses, alguns deles com propriedades;
- O terceiro estágio, o Ksatriya, o homem suporta a vida com sacrifício. Era antigamente constituída, por reis, senhores feudais e guerreiros;
- Finalmente a casta dos Brâmanes, dos sacerdotes e magos, aprendem a abstrair-se de toda a atracção fútil, efémera e ilusória e preparam-se para viverem no seu último veículo encarnado na terra;
- Para além destas quatro castas, existem os homens que já passaram e aprenderam esses estágios. São os Samnyasin. Não têm casta, nem rituais ou cerimónias. Vivem completamente separados da personalidade.

3. A Ciência do Yoga ou Sankhya, a união com a Natureza Universal, através de um constante estudo sobre o mundo invisível e uma expansão da consciência, a dimensões mais subtis. A evolução humana é normalmente feita, vida após vida, de uma forma muito lenta. No entanto, qualquer homem pode evoluir mais rapidamente, se para isso fizer esforços, na meditação e no estudo da Ciência do Yoga.
Existem três caminhos denominados de Margas. Cada caminho tem o seu próprio Yoga. São eles:
a) O Karma-Marga que culmina na Karma-Yoga, o cumprimento recto da Acção. O homem aprende através da meditação e da vivência diária, no meio do turbilhão da vida comum dos homens, a rectidão e o equilíbrio. Aprende a executar a acção sem qualquer desejo na obtenção de proveito.
b) O Jnana-Marga que acaba no Jnana-Yoga, o conhecimento espiritual, é a união pela Sabedoria. O Homem deve desenvolver o Viveka, o discernimento entre o real e o ilusório e Shatsampatti, as seis qualificações mentais:
- Shama, controlo da mente;
- Dama, controlo do corpo;
- Uparati, tolerância mental extensa;
- Titiksha, persistência;
- Shraddha, fé;
- Samadhana, equilíbrio.
No fim deverá ter Mumuksha, o querer se libertar do ilusório e transitório e tornar-se num Adhikarin, o homem preparado para receber a iniciação do Yoga.
c) O Bhakti-Marga que termina no Bhakti-Yoga, a União pela Devoção. Uma adoração devota, de amor profundo, de reverência, faz com que a alma vá gradualmente adquirindo as qualidades de quem adora, culminado com a igualdade daquilo que adora.
Estes três caminhos, aqui citados, acabam por se misturar. Nos estágios mais elevados da evolução são mesmo inseparáveis. Aqui, quando se tornar necessário, o Guru, o Mestre, aparece e recebe o Chela, o seu discípulo, para conduzir a alma através dos últimos estágios. Assim o Chela transforma-se num Jivanmukta, ou num Videhamukta, uma alma liberta, a viver ainda num corpo, tornando-se num canal do Amor divino que derrama pela Humanidade.


Conclusão

No Hinduísmo, as diversas opiniões sobre o Absoluto são válidas e valiosas, porque são expressões, mesmo que pequenas, da Verdade. A totalidade das opiniões oferece uma perspectiva mais próxima da Realidade última. Por isso existe uma enorme tolerância e fraternidade entre as diversas Escolas Hindus.
O Hinduísmo foi criado para o homem se desenvolver internamente, aprender as Verdades Espirituais, através da contemplação de imagens externas.
O problema das castas, que ainda hoje existe na Índia, deve-se a uma mal compreensão da filosofia. Não é a encarnação no corpo ou na família A ou B que se define a casta de cada um, mas sim, a sua evolução interior, a capacidade de ser uma expressão do Divino que habita cada Homem.

As festas religiosas principais são as das lâmpadas, Dipavali, e o aniversário de Krishna.
Os Hindus tem o ritual de cremar os mortos e lançarem as cinzas ao Ganges ou outro rio sagrado.

Para terminar esta breve apresentação sobre o Hinduísmo, gostaria de partilhar uma passagem que retrata a cosmogénese Hindu:
No Bagavad-Gita Cap. XI, quando Arjuna em forma de prece pede a Krishna para ver Deus. Ele responde: “ Mas não é com os teus olhos materiais que Me consegues ver. Para isso abro-te a visão espiritual. Olha, pois, e vê agora a minha gloriosa Natureza Mística!”…
“Neste aspecto, viu-se como Muitos num só: com inúmeras faces, olhos e bocas, inúmeras aparências, consciências e formas, com todo o esplendor de adornos celestes, com todas as forças do poder divino, divinamente vestido e coroado, exalando agradabilíssimos perfumes.”
“Luminoso, radiante, maravilhoso, cheio de graça e onividente era o seu Semblante.”
“Se mil sóis, ao mesmo tempo, brilhassem no firmamento, a luz deles haveria de empalidecer na presença da Glória que aquele Semblante irradiava em todas as direcções.”
“Arjuna viu, então, todo o Universo, variadíssimo em suas múltiplas aparências, formando uma Unidade no Corpo do Ser Absoluto, e manifestando-se como muitíssimas partes nos corpos dos deuses,”
“Arrebatado e pasmado, e com os cabelos arrepiados, mirou e admirou essa Visão Maravilhosa…”


Jorge Moreira

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

O Amor como Cimento do Templo

- Será o Amor a maior força do Universo?

- Qual será na actualidade, a importância das Escolas Iniciáticas, na edificação do Templo da Humanidade?

PALESTRA A PROFERIR NO PRÓXIMO DIA
24 DE FEVEREIRO, SÁBADO, PELAS 21 HORAS
NA LOJA ROSACRUZ DE LISBOA
por Jorge Moreira,

Mais informações clique em: http://www.planologia.com/amorc/portugal/index.html

Imagem - Jorge Moreira

terça-feira, janeiro 30, 2007

AOS QUE BATEM


Do irreal
conduz-me ao Real

Das trevas
conduz-me à Luz

Da morte
conduz-me à Imortalidade

Krishnamurti in "Aos Pés do Mestre"

terça-feira, janeiro 16, 2007

Maria Beatriz Serpa Branco

na nossa infância os dias eram outros
longos dias de sol
vividos em sossego
no viver sempre aberto de nossa quietação
sem pressas e sem medos

sages de longa idade
sabíamos o tempo
vivíamos sem tempo
e a vida a rodear-nos braços que nos amavam

não tínhamos memória
do que antes conhecíamos
cada dia era um dia
e não uma cadeia
a prender-nos as mãos a horas já passadas
a gestos copiados

vivíamos o dia
dormíamos a noite
e nem quem nos morria estava ausente

a morte era uma porta
por onde entravam todos que saíam
a morte não havia
morríamos ao dia em cada noite
e em cada dia a vida renascia

Maria Beatriz (Évora, 1973)
1923 - 2006 - Em Memória de uma Senhora Extraordinária.
Clica no título e sabe mais...

terça-feira, janeiro 09, 2007

EspelhosohlepsE


Espelhos
D` água
Da Vida
Ressonância Cósmica
Reflexo do Kosmos.

Energia geradora
Circulo ancestral
Ecos,
Raízes e ramos
Que tocam o baixo
Tal como em cima
Na Unidade.

Foto e Poema de Jorge Moreira, Jan 2007

domingo, dezembro 31, 2006

PAZ A TODOS OS SERES!

Desejo a todos um 2007 com:


Um Equilíbrio perfeito,
E uma Simpatia irradiante.
Um Amor Cristalino,
E uma Alegria contagiante.

Uma Pureza imaculada,
E uma Perseverança robusta.
Uma Coragem inabalável,
E uma Harmonia absoluta.

Uma Humildade intacta,
E uma Rectidão imortalizada.
Uma Compaixão global,
E a Verdade sempre preservada.


Paz a Todos os Seres!
Jorge Moreira, Dezembro de 2006

domingo, dezembro 24, 2006

FELIZ NATAL


Desejo a todos os meus Amigos e Amigas um Santo e Feliz Natal.
Para o Mundo votos de União e Amor.

Foto - Jorge Moreira.

quarta-feira, agosto 02, 2006

Estátuas Vivas

Queridos Amigos e Amigas,
Obrigado pelo vosso Carinho...
Embora lentamente, já estou a voltar à normalidade...
Visitarei em breve os vossos blogs.
Deixo-vos um texto da minha autoria publicado no Triplov e que foi apresentado no VI Colóquio Internacional de "Discursos e Práticas Alquímicas".
Clica no título e lê.
Boas Férias!
Beijinhos e Abraços a todos,


Estátuas vivas


“A natureza é um templo onde colunas vivas
Deixam por vezes sair confusas palavras;
O Homem passa por lá através de florestas de símbolos
Que o observam com olhares familiares.”

Charles Baudelaire

I - Tradição

Nas tradições antigas, o Jardim representava a natureza e era considerado sagrado desde os tempos pré-históricos, onde servia de meio entre o homem e a divindade e recreava o paraíso.

Para muitos povos, culturas e religiões o jardim tem sido um símbolo cósmico. Uma imagem do processo de congregação de energias latentes necessárias ao aperfeiçoamento da vida espiritual. Pode-se dizer que, embora naturais, foram locais onde os Grandes Iniciados atingiram a sua Iluminação e muitos Jardins espalhados pelo mundo retractam bem esse Percurso.

O jardim está intimamente ligado à evolução da vida pela harmonia que produz, pela unidade na diversidade, pela beleza que resplandece e pela ordem no caos. Um espaço que representa a Natureza é como uma espécie de bálsamo para o bem-estar da mente.

Ao Homem, ele forneceu os primeiros materiais de construção, influenciou a arquitectura que permitiu a edificação das mais belas Catedrais, com fustes de pedra, arcos unidos como ramos, vitrais que filtram a luz, etc.

O seu simbolismo é profundo e aparece muitas vezes associado ao da árvore cósmica que se ergue no centro do universo, cujas raízes se encontram envoltas pelas trevas, o tronco a elevar-se através da Terra e os ramos a penetrarem o domínio Celeste. Uma espécie de Árvore Sephirotal que representa o Universo ou uma flor de lótus, que se alimenta do lodo para se transformar numa flor maravilhosa e dirigir todo o seu esplendor ao Astro Rei. Analogamente, o homem retira das experiências vividas o elixir que lhe permite crescer em Sabedoria, Força e Beleza, capaz de desbravar as suas imperfeições e se transmutar num ser espiritualmente evoluído, num verdadeiro Mestre Iluminado, que labora ao progresso da Humanidade e segundo o Plano do Grande Arquitecto do Universo. Um modelo vivo do desabrochar ordenado e evolutivo da Matéria para o Espírito. A Vida como um Athanor Alquímico.

Os Rituais de Iniciação das Escolas Iniciáticas, portadoras dos Grandes Mistérios, focam e induzem o neófito nesse trajecto humano. Por isso, vemos muitos jardins ocidentais, com a simbólica característica dos três estágios, das três viagens, a subterrânea, a terrestre e a Celeste, o “mergulho” nos elementos da natureza e a invocação de Forças e Potências correspondentes.

II - As Pedras

A incorporação das pedras num jardim Iniciático é muito importante. Encontramos exemplos que vão desde os Druidas ao Zen, passando pelas Escolas Iniciáticas.

Para o Budismo que vê as pedras possuírem vida espiritual, tal como as plantas e os animais, elas convertem-se num dos elementos mais importantes do jardim Zen.

Dado que o simbolismo é algo incorpóreo, existe a intenção de o expressar através das artes. Por exemplo, no Zen, o monge desenha e constrói o jardim com a introdução e disposição de pedras, um meio pessoal de expressão espiritual através da simplicidade, cuja finalidade é alcançar a essência das coisas, um incentivo ao estudo, à compreensão e à meditação sobre si mesmo e sobre o universo.

Os desenhos de ondas, que o monge vai aperfeiçoando sobre a areia branca são como uma espécie de capacidade de controlo sobre a energia induzida por si próprio e simbolizam os ciclos da natureza em tudo o que existe no Cosmos. A vida cíclica que se prolonga e regenera permanentemente, sugerindo a imortalidade, a fecundidade e a felicidade.

Os Cristais utilizados na electrónica, na joalharia e na cura energética são bons exemplos que explicam a importância e o poder que os minerais têm na nossa vida quotidiana.

Tal como um Mestre escultor que vê a obra-prima dentro de uma pedra bruta, um Maçon que especula sobre o seu simbolismo, também o Ocultista “vê” a Essência que a Anima e a função que a pedra desempenha no Universo.


Pedra bruta

Deram-te um malho e um cinzel
E a pedra para trabalhares
Tão imperfeita, pesada, feia que era,
Levarás uma eternidade para a desbravares

Ao terceiro golpe soltou-se uma saliência.
Seria o orgulho? Talvez!
Quem sabe se não era a intolerância!

Ás vezes a força era desmedida,
A direcção incorrecta,
Reapareciam novas imperfeições
E o desespero batia-te à porta.

No entanto o Mestre observava.
Pouco a pouco ensinou-te
A manuseares as alfaias
E o resultado encorajou-te.

Conseguiste aplanar uma face,
Ainda te faltam mais cinco perpendiculares.
Deves conter as paixões,
Para poderes um dia lá morar.

Jorge Moreira.

III - Os Espíritos da Natureza

Existe uma Sabedoria Antiga que fala de padrões diferentes de vibração da matéria, Dimensões ou Planos existenciais, impossíveis de detectar por qualquer meio físico, devido à sua subtileza. Talvez seja os 90% da matéria escura que controla os 10% da matéria perceptível de que os Astrofísicos falam. Alguma dessa matéria é tão subtil, que os sentimentos, as emoções ou os pensamentos bastam para afectá-la. É por isso que dizem que os sentimentos ou os pensamentos são Forças vivas.

Os Rituais, os mantras e as orações têm como finalidade laborar nesses Planos.

Existem histórias que podemos encontrar em qualquer parte do mundo, fenómenos de percepção extra-sensorial, que algumas pessoas tenham experimentado e que falam da existência de seres, de um “povo miúdo”, de anjos, de Devas, de espíritos da Natureza etc.

“Estamos sós no Universo?” É uma questão que o realizador francês Jean Michel Roux, inicialmente muito céptico nestas questões, tentou desvendar. As palavras que se encontram na introdução ao seu filme de culto “Enquête sur le Monde Invisible”, explicam a origem das investigações que realizou, sobre os Reinos Invisíveis da Islândia: “Em 1990 fui à Islândia procurar locais para um projecto de um filme de ficção científica. Descobri naquela altura que a maioria da população acreditava na existência de elfos, algumas pessoas diziam que encontraram «trolls» gigantes de 20 metros de altura que escalavam montanhas e vales. Estavam essas pessoas doidas? Ou mantinham um relacionamento com as forças da natureza que nós, no continente Europeu perdemos? A sinceridade dessas pessoas perturbou-me…”

Mais à frente, o realizador coloca uma questão muito obsessiva para ele: “Esses seres vivos estão à minha volta e eu não os consigo ver?”

No fim termina com a seguinte citação “O mundo invisível é invisível porque só usamos os nossos olhos”.

A “Doutrina Secreta” de H. P. Blavatsky fala-nos de uma evolução paralela e combinada dos Devas em relação à Humanidade. As entidades mais primitivas, como os minerais, os vegetais e os animais, são os seres da Natureza, como os Devas, e entidades menores por Eles dirigidos, que indicam o caminho a seguir no crescimento e desenvolvimento dessas entidades primitivas, em formas mais belas, sensíveis e perfeitas. A Humanidade como entidade já individualizada, madura e no franco desenvolvimento das suas capacidades interiores, passa também ela a dirigir as actividades da Natureza. A jardinagem, a agricultura e a genética são alguns exemplos de uma estreita ligação do Homem com os Agentes da Natureza. Claro que a Ética é a Luz que ilumina o Homem e indica o caminho a seguir, segundo o Plano Maior, quando se trata da manipulação da Natureza pelo Homem, através da genética.

E. L. Gardner na introdução ao livro “O Reino dos Devas e dos Espíritos da Natureza” de Geoffrey Hodson diz-nos o seguinte: “O Ocultista não vê matéria morta em parte alguma. Toda a rocha palpita com vida, toda a pedra preciosa possui a sua respectiva consciência, por minúscula que seja. A relva e as árvores pulsam ao contacto de pequeninos agentes, cujos corpos magnetizados actuam como a matriz a partir da qual se tornam possíveis os milagres do crescimento e da coloração.”

No Reino dos Devas existe uma enorme variedade de formas, que são divididas pela tradição em quatro grupos, conforme o elemento em que actuam. Os espíritos da terra, onde gnomos, duendes, fadas, elfos, etc. são alguns exemplos; os da água como as ondinas; os do ar, os silfos e por fim os espíritos do fogo, as salamandras.

Muitos estudantes da Filosofia Oculta invocam regularmente esses seres em seu auxílio nas curas e cerimónias num Templo Maçónico ou de alguma Religião. Invocam também, através de preces e meditações, força, bênção e paz que irradiam sobre o mundo.

Qualquer pessoa mais sensível que trate de plantas, num jardim ou numa horta, apercebe-se de influências magnéticas invisíveis, de seres e energias que actuam no crescimento e na beleza do espaço e na “Aura” que o conjunto irradia.

Enquanto a Humanidade tem como centro de consciência as faculdades mentais como a razão, os espíritos da Natureza têm o seu centro na Intuição. É por isso que alguns seres da Natureza, mesmo com uma consciência muito primitiva e limitada, comparada a um animal, têm uma obediência espontânea aos demais membros do seu próprio Reino, que ocupam uma posição mais elevada na Hierarquia Cósmica e, por conseguinte, uma maior consciência do Plano do Logos. Assim, também as Escolas Iniciáticas conhecem e representam esta mesma Hierarquia, praticando um Cerimonial à Gloria do Grande Arquitecto, com a participação e colaboração fraterna e amistosa dos anjos, que são evocados pelas palavras, sinais, passos, sons, luzes e símbolos do Ritual. Este é o verdadeiro poder do Cerimonial, a utilização dos Devas e elementais dos respectivos elementos, na Construção e Consagração do Templo espiritual e na Iniciação numa Escola dos Mistérios.

Muitos Jardins Iniciáticos têm normalmente um percurso simbólico que vai desde a descida ao inferno, figurado pela caverna, pelo poço ou pelo túnel, etc. até ao céu, representado por uma torre ou um miradouro. É o tomar de consciência da nossa natureza inferior, a fimde dominá-la, “contendo as paixões”, “deixando os metais à porta do Templo” ou “talhar as imperfeições da Pedra Bruta”, para tornarmo-nos mais perfeitos, a fim de cada vez mais podermos ser um Instrumento de Construção da Grande Catedral Cósmica. Mas também é o mergulhar noutros Planos Invisíveis da Natureza, e aprender a trabalhar, de uma forma segura, com os outros seres que existem nesses Planos. Por isso o domínio das emoções, “o conter as paixões”, é, sem dúvida, o primeiro passo a dar para todo aquele que inicia o percurso Maior.

IV - Esculturas Vivas

O Jardim deve ter sempre uma atenção permanente, que vai desde a preparação do solo, a escolha de boas sementes, a eliminação das ervas daninhas, o regar constante das “novidades”, etc. Exactamente da mesma forma, os homens que tencionam progredir nos mais variados campos do conhecimento, que vão desde a ciência à arte, mas especialmente aqueles que querem transmutar esse conhecimento adquirido em Sabedoria, Iniciando assim a sua Caminhada Iniciática e Espiritual, devem cuidar constantemente do seu Jardim Interior, separando o “trigo do Joio”, utilizando o discernimento, o desapego, a ética e o amor, de forma a que esse jardim possa vir a florir com todo o seu esplendor e beleza.

Os Jardins Iniciáticos são locais telúricos naturais ou espaços espirituais projectados pelo homem, com uma estética sofisticada de evocação e celebração da Natureza, onde se verificam uma interacção de seres e energias existentes em estados diferenciados da matéria, sob a égide dos elementos e onde todos os seres deverão ter uma função de entreajuda a desempenhar no plano evolutivo. Uma verdadeira Fraternidade entre Anjos e Homens. Uma Irmandade que alia os diversos Reinos da Natureza, para formarem um Templo vivo, capaz de influenciar todos os seres que o constituem, os neófitos, que sobre rituais próprios de evocação venham a iniciar a sua Caminhada espiritual e ser uma verdadeira Luz de bem-estar que irradia muito para além dos seus limites físicos.

Os Jardins Iniciáticos devem induzir uma percepção do cosmos mais profunda e sentida. São como verdadeiras Estátuas Vivas, extensíveis a Planos mais elevados da Existência, onde a Natureza do Jardineiro Mestre se funde com a Natureza Cósmica, para esculpir a Beleza da forma e da cor, a Força do simbolismo e a Sabedoria Perene.

Tenho dito.'.

24 de Junho de 2006

Jorge Moreira.'.

BIBLIOGRAFIA

Blavatsky, Helena Petrovna, “Doutrina Secreta”, Pensamento.

Blavatsky, Helena Petrovna, “Glossário Teosófico”, Ground.

Hodson, Geoffrey, “ O Reino dos Devas e dos Espíritos da Natureza”, Pensamento.

Hodson, Geoffrey, “O Reino das Fadas”, The Theosophical Publishing House (Londres).

Fischesser, Bernard,“Conhecer as Árvores”, Europa-América.

Nosé, Michiko Rico e Freeman, Michael: “El Jardín Japonés Moderno”, Ediciones Gamma.

Leadbeater, C. W., “A Vida Oculta na Maçonaria”, Pensamento.

Reeves, Hubert, “Malicorne – Reflexões de um observador da Natureza”, Gradiva.

Powell, Arthur E. “O Sistema Solar”, Pensamento.

Burnier, Radha, “Regeneração Humana”, Editora Teosófica.

Roux, Jean Michel, “Enquête sur le Monde Invisible”, Filme versão em DVD.

terça-feira, abril 18, 2006

Fome

DESAFIO PARA AJUDAR

As Crianças... seremos nós amanhã!
Jorge Moreira

 
O desafio: Divulgar para Ajudar ...

Fui desafiado pela Pink do Blog Firebud e pela Aran_aran do Blog Moon Night... o que desde já agradeço.

O desafio, se o aceitarem, consiste em divulgar uma associação humanitária da vossa escolha, Nacional ou Internacional, com post, um link, um símbolo, um gesto solidário ... Eu convido-vos a clicar em: "The Hunger Site"

Depois desafiem outros cinco à criatividade e à inspiração. pois divulgar também é uma forma de ajudar ...
Não vou desafiar ninguém em especial, mas a todos aqueles que quiserem unirem-se a esta Luta, através dos seus Blogs.