quarta-feira, março 31, 2010

Ecologia Profunda de Arne Naess


Os sete princípios da ecologia profunda numa fase
inicial:
1. O eu relacional – os organismos são os nós de uma rede biosférica
de relações intrínsecas (a relação de A e B faz parte da definição
de A e B)
2. Igualdade biosférica (em princípio) – entre os vários elementos da
biosfera, em princípio porque a igualdade não se pode interpretar
literalmente uma vez que na prática são sempre necessárias
algumas acções de exploração ou morte
3. Diversidade e simbiose
4. Postura anti-classe – os princípios acima mencionados deverão ser
alargados ao âmbito intra-humano, e também a países
desenvolvidos e em vias de desenvolvimento
5. Luta contra a poluição e a depleção de recursos
6. Complexidade (a não confundir com complicação) – privilegia por
um lado a noção de complexidade dos sistemas quer naturais, quer
humanos e a consequente necessidade de visões humildes na
compreensão da biosfera e seus processos, e por outro dos
processos humanos nos quais divisão de trabalho e investigação
fragmentada, dificultam uma visão de futuro.
7. Autonomia local e descentralização

sexta-feira, março 26, 2010

TANGERINE DREAM ONTEM EM LISBOA


Foi um concerto inesquecível!
Foram três horas de pura magia sonora e visual, onde sons clássicos misturaram-se com electrónica e rock progressivo, projecção de vídeo e luz. Uma viagem ao seu passado e presente, iniciada com um autêntico conto de fadas, num quarteto de violoncelos, um piano de cauda e com uma bela princesa “luminosa”. O corte com a clássica foi abrupto. A destruição da “velha” harmonia deu origem a uma nova vibração cósmica, de sons e esculturas sonoras, ora suaves, ora intensas. No entanto, o ciclo passou novamente pela clássica com Gymnopédies de Satie, misturada com sons da urbe contemporânea. Os clássicos dos Tangerine Dream passaram durante todo o espectáculo com novos arranjos e, de vez em quando, foram introduzidos momentos novos de beleza complexa. O saxofone e flauta da linda Linda Spa deram um toque bem humano às “maquinas”. Bernhard Beibl ofereceu bons solos de guitarra e introduziu bem o violino eléctrico no espectáculo. No encore, a Iris Camaa presenteou-nos com a sua bela voz, após uma longa e energética jornada aos comandos da bateria e da percussão. Thorsten Quaeschning foi o braço direito de Edgar Froese e arrecadou os solos sintetizados que outrora pertenciam a Baumann, Franke, Schmoelling e Haslinger. Froese mostrou toda a Sabedoria musical e intuitiva que fez deste grupo um marco histórico da música instrumental contemporânea e “electrónica clássica”, que ao longo destes 42 (ou 43) anos criou e inovou constantemente, inspirando outros músicos, artistas plásticos, arquitectos e escritores. Tangerine Dream trouxe ao mundo novos caminhos musicais, que abrilhantam a banda sonora original da vida de cada um de nós.
Obrigado Tangerine Dream!

Fotos: Jorge Moreira.

segunda-feira, março 22, 2010

Tangerine Dream em Lisboa na próxima quinta-feira



TANGERINE DREAM
25 de Março – 21H30 (abertura de portas às 20H30 )

Os Tangerine Dream são uma banda de Berlim, formada em 1967 por Edgar Froese.
Tornaram-se conhecidos como pioneiros de uma nova música instrumental e introduziram novos sons, efeitos sonoros e novas técnicas de produção. Passados estes anos, Edgar Froese continua provocador, inovador e único no seu universo musical.
Com mais de 107 álbuns editados, destacam-se alguns nomes como "Zeit", "Atem", "Phaedra", "Stratofear", "Cyclone" (o único com vozes), "Force Majeure", "Hyperborea", "Optical Race" e "Mars Polaris", entre muitos.
A banda nomeada sete vezes para os Grammy, é um fenómeno único, que dificilmente encaixa numa determinada categoria musical. Utiliza tecnologia de ponta e ao mesmo tempo está envolvida por uma forte identidade rock&roll. Muitos tentaram copiar, sem sucesso, o que se tornou conhecido como o som dos Tangerine Dream.
Ao longo dos anos, sempre tiveram os seus pequenos segredos; na forma como criam as suas bases musicais e como estas se interligam, formando uma indescritível experiência musical, conseguindo assim estar sempre à frente de qualquer movimento. Durante muitos anos, os Tangerine Dream tiveram uma carreira paralela, criando bandas sonoras para produções cinematográficas em Hollywood.
Muitos artistas, de diversas áreas como pintores, escritores, actores, dançarinos, arquitectos e fotógrafos, têm homenageado os TD ao realizarem trabalhos famosos inspirados pela sua música.
A fama dos Tangerine Dream no mundo da música, a sua vasta experiência e profissionalismo, as suas inesquecíveis actuações ao vivo, assim como os seus tops de vendas, dão-lhes a liberdade de poderem trabalhar de forma independente. Desta forma mantêm e desenvolvem a sua imagem de marca, a sua originalidade.

In Coliseu de Lisboa
Para informação diária visite o meu Facebook

segunda-feira, março 08, 2010

A Necessidade de Altruísmo - Conferência de Matthieu Ricard no Porto


Matthieu Ricard, o conhecido monge budista francês, estará no Porto para dar uma Conferência Pública, no dia 8 de Março a convite da C.A.S.A. (Centro de Apoio ao Sem Abrigo). A conferência terá o título “A Necessidade de Altruísmo” e terá lugar na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda.

Data: 8 de Março de 2010 às 18h30
Local: Fundação Dr. António Cupertino Miranda, Av. da Boavista, 4245, 4100-140 Porto
Preço: 15 € / estudante: 10 €
O valor angariado reverte a favor da instituição CASA - Centro de Apoio ao Sem Abrigo

Mais informações:

--
CASA - Centro de Apoio ao Sem Abrigo
Morada: Rua Álvaro Castelões, 229, 3º
4450-041 Matosinhos
tel.: 22 937 84 46 tlm.: 91 777 21 57 / 91 493 59 07
email: casa.apoioaosemabrigo.porto@gmail.com

 

Sobre Matthieu Ricard
Matthieu Ricard é um monge budista francês, fotógrafo e autor. Vive e trabalha no mosteiro Shechen Tennyi Dargyeling no Nepal, Himalaias, há quarenta anos.
Nascido em França em 1946, filho do conhecido filósofo francês Jean-François Revel, cresceu no seio das ideias e personalidades dos círculos intelectuais franceses. Viajou para a Índia em 1967.
Doutorado em genética molecular no Instituto Pasteur de Paris em 1972, decidiu abandonar a sua carreira científica e concentrar-se na prática do budismo tibetano. Estudou com Kangyur Rinpoche e alguns outros grandes mestres dessa tradição e tornou-se estudante próximo e auxiliar de Dilgo Khyentse Rinpoche, até ao seu falecimento em 1991. Desde então, tem dedicado a sua actividade à realização da visão de Dilgo Khyentse Rinpoche.
As fotografias de Matthieu Ricard de mestres espirituais, das paisagens e das pessoas dos Himalaias têm aparecido em inúmeros livros e revistas. Henri Cartier-Bresson disse do seu trabalho, ”a vida espiritual de Matthieu e a sua câmera são um só, donde brotam estas imagens, fugazes e eternas“.
Ele é o autor e fotógrafo de “Tibet, An Inner Journey” e “Monk Dancers of Tibet” e, em colaboração, os fotolivros “Buddhist Himalayas”, “Journey to Enlightenment” e recentemente “Motionless Journey: From a Hermitage in the Himalayas”. Matthieu Ricard é o tradutor de diversos textos budistas, incluindo “The Life of Shabkar”.
O diálogo com seu pai, Jean-François Revel, em “O Monge e o Filósofo”, foi um best-seller na Europa e foi traduzido para 21 idiomas, e “The Quantum and the Lotus” (em co-autoria com Trinh Xuan Thuan) refletem o seu interesse de longa data pela Ciência e o Budismo.
No seu livro de 2003 “Plaidoyer pour le Bonheur” (publicado em Inglês em 2006, como “Happiness: A Guide to Developing Life’s Most Important Skill”) explora o significado e plenitude da felicidade e foi um grande best-seller em França.
Matthieu Ricard foi apelidado de “a pessoa mais feliz do mundo” pelos media depois de ser voluntário para um estudo realizado na Universidade de Wisconsin-Madison sobre a felicidade, posicionando-se significativamente acima da média obtida após os testes de centenas de outros voluntários.
Membro do conselho do “Mind and Life Institute”, que é dedicado a encontros e pesquisa em colaboração entre cientistas e estudiosos budistas e praticantes de meditação, as suas contribuições foram publicadas em “Destructive Emotions” (editado por Daniel Goleman) e noutros livros de ensaios. Matthieu Ricard está também profundamente envolvido na investigação sobre o efeito do treino da mente sobre o cérebro, nas Universidades de Wisconsin-Madison, Princeton e Berkeley.
Matthieu Ricard foi condecorado com título de Cavaleiro da “Ordre National du Mérite” pelo presidente francês François Mitterrand pelos seus projetos humanitários e pelos seus esforços para preservar o património cultural dos Himalaias.
Ns últimos anos tem dedicado os seus esforços e doa todos os proventos do seu trabalho em favor the trinta projetos humanitários na Ásia, que incluem a manutenção e construção de clínicas, escolas e orfanatos na região: www.karuna-shechen.org
Desde 1989, actua como intérprete de Francês para S. S. o Dalai Lama.


(N.T.: Karuna significa “compaixão” em sânscrito)

terça-feira, maio 12, 2009

Caros Amigos/as

A Presidente da Federação Europeia da Sociedade Teosófica TRÂN-THI-KIM-DIÊU vai estar esta semana em Portugal, a fim de proferir duas conferências, uma no Porto e outra em Évora e vai estar presente num Seminário em Lisboa.
O programa encontra-se abaixo.

14/15/16/17 – MAIO – 2009: PORTO/ÉVORA/LISBOA
PROGRAMA COM TRÂN-THI-KIM-DIÊU
(PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO EUROPEIA DA SOCIEDADE TEOSÓFICA)


14/Maio – 5ª Feira
Conferência no Porto
Tema: O Papel Supremo da Humanidade na Economia da Natureza
Local: Praça da República, nº13
Horas: 21h30

15/Maio – 6ª Feira
Conferência em Évora
Tema: O Papel Supremo da Humanidade na Economia da Natureza
Local: Biblioteca Pública (sujeito a confirmação)
Horas: 18h30


16/Maio – Sábado e 17/Maio – Domingo
Seminário Teosófico em Lisboa
Tema: A Teosofia Aplicada à Vida Quotidiana
Local: Sede da STP/Lisboa
Horas: Sábado – todo o dia; Domingo – manhã e tarde

Cumprimentos Fraternais,
Jorge Moreira.

domingo, março 22, 2009

COLÓQUIO - CAMINHOS PARA A SUSTENTABILIDADE: AMBIENTE, SAÚDE E EDUCAÇÃO


Está neste momento a decorrer a 2ª. época de candidaturas aos cursos de 1.º ciclo da Universidade Aberta, encerrando estas a 31 de Março

UNIVERSIDADE AbERTA PORTUGAL
http://www.univ-ab.pt/
UNIVERSIDADE PÚBLICA DE ENSINO A DISTÂNCIA
EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO
INFORMAÇÕES
Rua da Imprensa Nacional, n.º 100
1250-127 Lisboa
Tel.: 213 916 568/69/79/88
e-mail: infosac@univ-ab.pt

Delegação de Coimbra: 239 852 810
Delegação do Porto: 228 346 760

DCeT DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA

A Universidade Aberta procura, através da sua oferta
pedagógica na área das CIÊNCIAS DO AMBIENTE, corresponder
aos objectivos formulados para a Década
das Nações Unidas para a Educação para o Desenvolvimento
Sustentável (2005 a 2014).
Para esse efeito desenvolve programas de estudo inovadores,
tanto a nível de cursos formais como não formais,
onde se privilegiam abordagens multidisciplinares,
tendo em vista a aquisição de competências do domínio
da educação para a cidadania. Promove-se o ensino centrado
em estudos de caso, valorizam-se formas de trabalho
colaborativo e cooperativo e desenvolve-se a relação
entre áreas distintas do saber.
A metodologia de ensino a distância, na modalidade de
classe virtual, permite, para além da flexibilidade do
aprender em qualquer lugar, inovar e diversificar os
modos de interacção com e entre os estudantes. Para
além disso, alguns cursos contam com módulos presenciais,
que incluem saídas de campo em várias
regiões do país.

OUTRAS ÁREAS DE OFERTA

1.º Ciclo
Informática
Matemática e Aplicações

2.º Ciclo
Estatística, Matemática e Computação
Expressão Gráfica e Audiovisual

Aprendizagem ao Longo da Vida
Alimentação e Nutrição
Consumo Alimentar Sustentável
Higiene, Segurança e Alimentar
Informática
Matemática

LICENCIATURA EM
CIÊNCIAS DO AMBIENTE

Maior Ciências do Ambiente
Minor Conservação do Património Natural
Minor Ambiente e Saúde
Minor Gestão e Sustentabilidade Ambiental

APRENDIZAGEM
AO LONGO DA VIDA

Cursos de Formação
• Avaliação de Impacte Ambiental
• Sistemas Integrados de Ambiente,
Qualidade e Segurança
• Instrumentos de Apoio à Gestão do Ambiente

MESTRADO EM
CIDADANIA AMBIENTAL
E PARTICIPAÇÃO


DCeT DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
Seminário virtual Europeu em Desenvolvimento Sustentável

Este seminário, que funcionará totalmente em regime de
e-learning, tem como objectivo fomentar o diálogo, entre
estudantes europeus, sobre desenvolvimento sustentável,
com base na análise, numa perspectiva multidisciplinar, de
um conjunto de estudos de caso. Os estudantes, de várias
nacionalidades, serão directamente confrontados com abordagens
distintas à problemática da sustentabilidade, com o
objectivo de introduzir alterações na sociedade e deste
modo contribuir para a construção de uma Europa mais
sustentável. Os estudos de caso são os seguintes:
Gestão integrada da Água na Bacia do Danúbio:
Implementação da Directiva Quadro da Água numa
perspectiva internacional (University of Antwerp,
Bélgica)
Comunicar a sustentabilidade: estratégias para
comunicar o conceito de desenvolvimento
sustentável (University of Lüneburg, Alemanha)
O Futuro da Agricultura Sustentável na Polónia
(University of Amsterdam, Holanda)
Qualidade de vida versus pressões ambientais
na Europa (Charles University, República Checa)
Geoconservação – o Geoparque de Hateg
(University of Bucharest, Roménia)
UNIVERSIDADE AbERTA http://www.univ-ab.pt/

quarta-feira, dezembro 24, 2008

FELIZ NATAL a todos os SERES

Luz
Luz do fogo
Aquece meu corpo
Com a Força do teu calor
Para o manter activo
No trabalho, na saúde e no rigor.

Luz
Luz da vela
Aquece e ilumina minha alma
Com a Beleza da tua chama
Para quebrar a ira e o apego que me trama
E fazer raiar a alegria, o amor e a calma.

Luz
Luz da Estrela
Ilumina o meu mental
Com a Sabedoria da tua Graça
Para abolir as fronteiras que o ego meticulosamente traça
E resplandecer a Faúlha do Uno que tudo abraça.

Jorge Moreira - Natal 2005

Esta Poesia em forma de Prece, foi publicada no Blog "Poesia Portuguesa" sob a Luz do Natal. Clique no título e visite o site.

segunda-feira, outubro 20, 2008

AMBIENTE EM DEBATE - CONVERSAS DE FIM DE TARDE


Está a ter lugar na Fundação de Serralves um debate sobre o Ambiente que se realiza entre
08 Mai 2008 e 18 Jun 2009 - das 17:00 às 19:30

O objectivo destas conversas é o de difundir informação, suscitar o debate e contribuir para ampliar conhecimentos em matéria de ambiente: apenas através de uma ética de sustentabilidade é possível viabilizar uma mudança de atitudes, comportamentos e valores, na perspectiva de uma cidadania activa e responsável.

A entrada é gratuita mediante inscrição prévia para
tel: 22 61 56 587 ou e-mail: c.almeida@serralves.pt

PROGRAMA:

08 MAI 2008: Organismos Geneticamente Modificados - Uma opção Sustentável?
26 JUN 2008: O VALOR DA BIODIVERSIDADE - Uma perspectiva ética
16 OUT 2008: ÁGUA SUBTERRÂNEA – UM RESERVATÓRIO PARA UM PLANETA COM SEDE?
20 NOV 2008: TERRA E SAÚDE – CONSTRUIR UM AMBIENTE MAIS SEGURO
18 DEZ 2008: ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS – REGISTO NAS ROCHAS
19 FEV 2009: RECURSOS – A CAMINHO DE UM USO SUSTENTÁVEL
19 MAR 2009: MEGACIDADES – O NOSSO FUTURO GLOBAL
16 ABR 2009: OCEANO – UM ALVO DE COBIÇA?
21 MAI 2009: SOLO – UMA GESTÃO SUSTENTÁVEL?
18 JUN 2009: TERRA E VIDA – NOVOS DESAFIOS PARA A BIODIVERSIDADE

Para mais informações visitar aqui
Até logo,
Jorge Moreira.

segunda-feira, setembro 29, 2008

SEMANA VEGETARIANA

Começa já hoje a 1ª Semana Vegetariana nacional!

De 29 de Setembro a 5 de Outubro, aproveita as palestras, workshops,
descontos em restaurantes e lojas, e promoções diversas, que irão
ocorrer de Norte a Sul do país.

* Semana Vegetariana

De 29 de Setembro a 5 de Outubro de 2008, diversas entidades promovem,
pela primeira vez, a Semana Vegetariana. São sete dias, dedicados à
promoção de um estilo de vida saudável, ético e ecológico.
Esta semana inclui o Dia Mundial do Vegetarianismo (01 de Outubro) e o
Dia do Animal (04 de Outubro).
Artigo completo:
http://www.centrovegetariano.org/Article-496-Semana%2BVegetariana.html


* Entidades aderentes da Semana Vegetariana *

- Semente - Centro Macrobiótico de Braga
- Restaurante Flôr de Coimbra,
- Projecto 270 (Costa da Caparica),
- Centro Vegetariano,
- Essência do Mundo - Lda,
- Efeito Verde - Lda,
- Etikweb,
- Restaurante Grão de Soja (Espinho),
- Restaurante As Tílias (Fundão),
- loja Casa do Bosque (Gondomar),
- Restaurante O Ribatejano (Faro),
- Restaurante O Espaço Saudável (Figueira da Foz),
- Restaurante O Ferreiro (Buarcos, Figueira da Foz)
- Ervanária Moderna (Linda-a-Velha),
- loja Bio Paladares e Companhia (Lisboa),
- Sociedade Portuguesa de Naturalogia (Lisboa),
- Associação Vegetariana Portuguesa (Lisboa),
- Associação Acção Animal (Lisboa),
- Crew Hassan (Lisboa),
- loja Eco Zen (Lisboa),
- Espaço Prama (Lisboa),
- Movimento Hare Krishna (Lisboa),
- Fernanda Botelho (Lisboa),
- Restaurante Da Terra (Matosinhos),
- Restaurante Oriente no Porto,
- Restaurante Nakité (Porto),
- Casa da Horta (Porto),
- Associação Acção Animal (núcleo Porto).


Em http://www.semanavegetariana.com podes ver os eventos, promoções e
descontos promovidos por cada entidade.

Participa e divulga esta iniciativa de promoção do vegetarianismo a
nível nacional!

sexta-feira, maio 09, 2008

Seminário - A Tecnologia no Mundo Actual

Não perca este fim-de-semana o Seminário em Lisboa.
Uma reflexão espiritual da tecnologia no mundo actual.
A realização é conjunta com a Federação Europeia da Sociedade Teosófica e marca a presença e participação da sua presidente Trân-Thi-Kim-Diêu.
10 e 11 de Maio de 2008 na sede da STP


terça-feira, abril 22, 2008

Jean Michel Jarre - Concerto - Primeira Vez em Portugal



Jean Michel Jarre vai estar em Portugal, para realizar dois espectáculos nos Coliseus. Em Lisboa será no dia 25 de Abril e no Porto no dia 27 de Abril.
Esta é uma oportunidade única, de ver este pioneiro da música electrónica e embaixador da boa vontade das Nações Unidas, onde os seus concertos bateram, por várias vezes, recordes de assistência. Alguns contaram até com milhões de pessoas. Os seus discos já venderam mais de 80 milhões de exemplares.
Estes concertos estão inseridos nas comemorações dos 30 anos do lançamento do clássico e pioneiro album Oxygène, que já na altura, alertava para o efeito nefasto que o homem estava a produzir sobre o Planeta Terra.
A música é fantástica, colorida, uma autêntica poesia sonora que nos transporta para ambientes celestes, de ficção científica, de futuro, de agora, de Terra vista do Espaço...
Espera-se assistir a esta música futurista, tocada com sintetizadores do passado, máquinas maravilhosas que trilharam o imaginário dos mais vanguardistas e que continuam a inspirar compositores e engenheiros. A música inspira DJs, arquitectos, pintores, autores, etc...
Este álbum, que comemora 30 anos de existência já tem uma sequela, tocada com máquinas actuais, mas com características vintage. É, para o dia de hoje, Dia Internacional do Planeta Terra, um excelente contributo.
Não percam o concerto… se ainda houver bilhetes…
Podem visitar o site oficial em: Jean Michel Jarre
Para ver imagens dos concertos e outras acções veja o Blog do Jean Michel Jarre


sexta-feira, março 07, 2008

As Origens do Homem Moderno - contributo anti-racista





Introdução
Desde tempos imemoriais que o Homem tenta explicar a sua origem. Inicialmente e pela falta de conhecimento científico invocou aspectos míticos e religiosos para descrever a sua génese através do criacionismo. Mas foi Lamarck, que no século XIX, colocou o Homem na corrente evolutiva e posteriormente, Darwin formulou a teoria da origem africana. Avanços científicos e tecnológicos recentes, nas áreas da Biologia Evolutiva e Molecular e na área da Arqueologia, sugerem que a filogenia1 do homem moderno, Homo sapiens, surgiu na savana africana.

Modelos Sobre a Origem do Homem Moderno
Existam dois modelos que explicam a evolução do Homo sapiens a partir do Homo erectus: o modelo multirregional, centrado numa evolução simultânea em diversas zonas do globo, pela acção da selecção natural,2 a partir de uma sucessiva vaga de antepassados que saíram da África há mais de 1,5 milhões de anos; e o modelo Out of Africa que explica a origem comum da humanidade actual, através da microevolução3 de uma pequena e única população4 que existiu na savana africana cerca de 200 000 mil anos atrás e que posteriormente se teria espalhado e diversificado para outros continentes, suplantando as populações estabelecidas de Homo arcaicas. Este modelo Out of Africa é o mais consensual entre a comunidade científica devido a argumentos essencialmente genéticos.

Argumentos Favoráveis ao Modelo Out of Africa
A Arca de Noé, a Eva Negra, a hipótese da substituição, o modelo de origem única e a evolução africana recente, são designações que alguns autores utilizam para definir o modelo da evolução do Homem anatomicamente moderno Out of Africa. Este modelo traduz um evento de especiação,5 uma vez, que novas espécies, costumam surgir de pequenas e isoladas populações, capazes de manter e acentuar a diversidade genética.
As principiais evidências deste modelo são as seguintes:
O ADN mitocondrial6 é um modo de transmissão inteiramente maternal, logo, não recombina e não sofre mutações7 (ou as que sofre são facilmente detectadas). Para além disso, existe milhares de cópias de um determinado gene8 mitocondrial por célula, tornando o ADN mitocondrial um relógio molecular, um instrumento muito útil em determinadas situações, onde o tecido da amostra está muito velho, é muito pequeno ou foi degradado pelo calor e/ou humidade, tal como acontece com os fósseis. A análise da variação da composição molecular do ADN mitocondrial e suas mutações neutras sofridas em indivíduos africanos, asiáticos, europeus e ameríndeos, nomeadamente na região da D-loop9 determinam uma suposta origem de toda a linhagem humana moderna.
O cromossoma Y, pela sua herança paterna, também não recombina, excepto nas zonas I e II e por esse facto, é o segundo sistema genético mais utilizado no estudo da população humana. A análise da parte não recombinante do cromossoma Y nas populações actuais, também demonstra uma origem recente comum africana entre 100 000 a 200 000 anos.
Estudos que recolheram mais de um milhar de amostras de ADN cromossómico provenientes de 42 regiões geograficamente distintas, analisaram o locus10 CD411 do cromossoma 1212 donde concluíram que todas as populações, excepto as sub-Saharianas, apresentavam delecção13 do Alu14 e um único tipo de STRP15
Outro estudo actual de ADN nuclear realizado a populações geograficamente separadas permitiu chegar à conclusão de que existe maior diversidade genética no continente africano do que nos outros, para muitos loci16 nucleares, podendo assim, indiciar uma origem comum da humanidade moderna neste continente.
A hipótese Out of Africa e a explosão demográfica verificada nos últimos séculos explica a especificidade geográfica dos alelos17. São provavelmente mutações recentes que não tiveram tempo suficiente para se difundir pela população mundial.
A baixa diversidade genética humana é também o resultado de uma espécie jovem proveniente de uma pequena população original.
Os fósseis mais antigos conhecidos de Homo sapiens foram três crânios encontrados na Etiópia, em 1997, com cerca de 160 000 anos. O mais completo dos crânios mostra uma combinação de características humanas arcaicas, com modernos primitivos e actuais, fornecendo ainda, uma ligação entre os fósseis mais antigos de Homo sapiens de África e outros mais modernos na Palestina com cerca de 115 000 anos.

A Expansão do Homo sapiens
Foram identificadas cinco grandes grupos populacionais: negróide (africanos), caucasianos (europeus), mongolóides (asiáticos), ameríndios (americanos nativos) e australóides (australianos e papuanos). Dados genéticos e paleontológicos sugerem que estes grupos são o resultado de uma história complexa de migrações humanas e suas recombinações com as populações arcaicas, em conjugação com factores de deriva genética e selecção natural, que entraram em acção, desde que o Homo sapiens aumentou a sua população e se expandiu a partir de África. Inicialmente um grupo de humanos movimentou-se para o Noroeste Asiático através do Médio Oriente e instalou-se no Sudeste Asiático. Outro grupo dirigiu-se para a Índia e de seguida para o Sudeste Asiático, recombinando-se novamente. Parte desta população dirigiu-se para o Pacífico e Austrália, a outra parte, recombinou-se novamente eliminando os traços africanos em grande parte das populações. A Europa recebeu, desde o Paleolítico, várias ondas migratórias provenientes de leste. Já no Neolítico, os agricultores oriundos do Médio Oriente, do norte de Cáucaso e dos mares Negro e Cáspio e posteriormente, a partir da Grécia, levaram o seu material genético para a Europa, expandindo-se até à Península Ibérica. (Ver Anexo I)

Conclusão
Triesman (1995) colocou a hipótese de ter havido, numa pequena população africana, cerca de 200 000 anos atrás, uma mutação mitocondrial favorável, mas letal na presença de genes nucleares diferentes. Daqui surgiu um novo genótipo,18 que se difundiu dentro da população. Com o seu aumento progressivo, saiu de África, povoou novos continentes e modernizou as populações arcaicas nativas, através do seu fluxo génico19. Este gerou uma oposição à deriva genética20, com a introdução de novos polimorfismos21 nas populações e novas combinações de genes, onde a selecção natural pôde actuar. A hibridação22 possibilitou a continuidade local e contribuiu para as diferenças regionais da humanidade moderna, demonstradas nos fenótipos23 característicos de diversas populações, assim como, para a distinção de populações mais antigas e africanizadas de populações locais mais recentes. Os achados arqueológicos foram muito importantes para as evidências da evolução24 do Homo sapiens no fornecimento de pistas concretas sobre a evolução da nossa espécie (ver anexo II).
Depois deste fenómeno humano, à escala global, não houve um novo processo de especiação (pelo menos detectado ou sobrevivido até hoje), devido ao alto fluxo génico verificado, que reduz drasticamente os alelos favorecidos pelas condições locais, evitando assim, uma nova adaptação, como se verificou à 200 000 anos numa pequena população africana.
Os estudos genéticos tiveram um papel preponderante sobre as origens do Homem moderno e sua ancestralidade comum. Forneceram também, evidências profundas, de que as “raças”25 humanas eram biologicamente insignificantes e que a sua variação deve-se a factores de divergências progressivas desde a sua origem, através do isolamento geográfico e às taxas de diferenciação. Assim, uma visão ecotípica26 das diferenças genéticas e fenotípicas entre as populações é a mais correcta, pois não existe uma distinção filogenética, nem uma especiação incipiente nas “raças” humanas. Por esse motivo, não será correcto falar de “raças” humanas às diferenças fenotípicas entre as populações.
Todos os humanos modernos partilham um antepassado comum recente e as diferenças observadas actualmente entre povos são o resultado dos últimos milhares de anos de história.
Tal como toda a vida na Terra tem um ancestral comum, também a história da evolução do Homem moderno evidencia uma população ancestral comum a toda a humanidade actual.

Bibliografia
NICOLAU, P. B.; AZEITEIRO, U. M. (2001) Introdução à Biologia, Universidade Aberta, Lisboa.
LAGUARDIA, J (2005) Raça, evolução humana e as (in)certezas da genética, Antropo, 9, 13-27., Rio de Janeiro, Disponível em: http://www.didac.ehu.es/antropo/9/9-2/Laguardia.htm (Visitado em 9 de Dezembro de 2007).
VALVA, F.; DINIZ-FILHO, J.; (Dezembro de 2003) A Trajectória Humana, Canindé -Revista do Museu de Arqueologia de Xingó, 3, 59-83., Xingó, Disponível em: http://max.org.br/biblioteca/Revista/Caninde-03/Valva-DinizFilho.pdf (Visitado em 9 de Dezembro de 2007).
PÉREZ, A.; CARDOSO, M.; FONTES, M.; ALVES, P. DNA mitocondrial na Antropologia, Disponível em:
http:/
/medicina.med.up.pt/bcm/trabalhos/200/DNA_mitocondrial_
antropologia_principal.ppt

(Visitado em 10 de Dezembro de 2007).
WIKIPEDIA, Portal da Biologia, Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Biologia
(Visitado em 10 e 12 de Dezembro de 2007)
LOUREIRO, E (2005) História da Europa, das Conquistas e do Avanço Tecnológico: uma Perspectiva Bio-geográfica da História da Humanidade, Res-Publica - Revista Lusófona de Ciência Política e Relações Internacionais, 1, 89-96, Universidade de Coimbra e Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Disponível em:
http://respublica.ulusofona.pt/historia_da_europa.pdf (Visitado em 12 de Dezembro de 2007)
SANTOS, Â., (Outubro 2005) Seminário DNA Mitocondrial, Universidade Federal do Pará, Disponível em: http://www.seguranca.mt.gov.br/politec/3c/artigos/
dna_mitocondrial.doc
(Visitado em 13 de Dezembro de 2007).

Glossário e Conceitos
1 Filogenia - a história da evolução de uma determinada espécie ou grupo de espécies relacionadas.
2 Selecção Natural – processo de evolução proposto por Darwin e aceite pela comunidade científica. É a fonte da Diversidade Biológica. É um meio que leva a adaptação dos seres vivos a determinado ambiente, à evolução da vida e ao aparecimento de novas espécies.
3 Microevolução – fraccionamento de uma espécie em duas espécies filhas semelhantes.
4 População - grupo de indivíduos pertencentes à mesma espécie e que partilham o mesmo local ao mesmo tempo.
5 Especiação - relacionada com factos do processo evolutivo responsáveis pela formação de uma nova espécie.
6 ADN mitocondrial - uma “espécie de segundo” genoma que a célula tem no organelo mitocôndria é muito mais simples que o ADN nuclear. É constituído por uma cadeia dupla circular (cadeia pesada H e a cadeia leve L). hereditariamente só tem origem materna.
7 Mutações – mudança genética num organismo que comporta alterações dos genes individuais do ADN, o desvio na estrutura ou no número de cromossomas. As mutações são importantes para a formação de novo material genético que permite a evolução.
8 Gene – segmento de um cromossoma que contem a informação específica para produzir determina proteína ou uma característica fenotípica.
9 D-loop – região gerada pela síntese de um segmento curto da cadeia pesada H denominado 7SDNA, onde se encontra a origem da replicação da cadeia H. Esta região ADN mitocondrial é muito importante do para estudos forenses e bio-geográficos, porque não combina com nenhum gene. Só pode variar com poucas limitações relacionadas com factores de tamanho, peso e luz.
A replicação do D-loop é um processo que as mitocôndrias e os cloroplastos replicam o seu material genético.
10 Loccus – a localização de um gene nos cromossomas.
11 CD4 – é um co-receptor de células protectoras do tipo T presentes na pele e em mucosas.
12 Cromossoma 12 – um dos 23 pares de cromossomas constituintes do genótipo humano.
13 Delecção – perda de um segmento de um cromossoma. Perda de sequências nucleotídicas pelo genoma de um indivíduo.
14 Alu – pseudogenes ou repetições dos genes no ADN
15 STRP (Small Tandem Repeats Polymorphism).
16 Loci - plural de loccus, localizações especificas nos cromossomas.
17 Alelos - formas alternativas do par de gene que ocupa um determinado loccus num cromossoma e condiciona uma determinada característica fenotípica do individuo.
18 Genótipo – conjunto de genes de um indivíduo. Informação genética presente num par de alelos para cada gene. O genótipo condiciona os fenótipos de cada ser.
19 Fluxo génico – migração, transferência de genes de uma determinada população para uma outra.
20 Deriva genética – as divisões das populações em pequenos grupos isolados reprodutiva-mente entre si actuam, junto com a selecção natural, actuam evolutivamente modificando as características das espécies ao longo do tempo.
21 Polimorfismo – existência de várias formas dentro da mesma espécie.
22 Híbrido – procriado por duas espécies distintas.
23 Fenótipo – caracteriza o indivíduo na sua aparência física e é determinado pelo genótipo. São características de cada ser, como por exemplo, a sua estatura, cor da pele, olhos, etc., são provenientes dos genótipos.
24 Evidências da evolução – São três os principais argumentos: evidências observáveis, abundantes e directas; as imperfeições da natureza revelam Evolução e as transições são relatadas pelo registo fóssil.
25 Raça – o termo raça implica a organização de grupos claramente separados uns dos outros. Dentro da nossa espécie não existe tais grupos.
26 Ecotípos – grupos geneticamente diferenciados e adaptados a um determinado meio ambiente, mas não constituem unidades filogenéticas distintas, mas sim, entidades ecológico-funcionais que se caracterizam por uma diferenciação em diversos graus.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

A unidade biológica subjacente em toda a vida

Introdução
A unidade da vida é um tema que tem suscitado em mim, imensas questões de cariz científico e filosófico, e terá sido mesmo, o elemento preponderante que me levou a enveredar por esta Licenciatura em Ciências do Ambiente.
A Biologia faculta-nos imensas hipóteses e provas científicas, que vão ao encontro deste maravilhoso princípio que é a unidade intrínseca em toda a vida. Irei portanto, abordar, no âmbito desta Unidade Curricular, os argumentos que sustém o tema escolhido.

A vida não permite uma definição simples, na medida, em que a vida não pode ser definida por um critério único. No entanto, a palavra vida é normalmente usada para definir uma variedade de propriedades e processos naturais comuns a todos os seres vivos, tais como: serem constituídos por células, terem estruturas complexas e altamente organizadas, possuírem a capacidade de desenvolver uma grande variedade de actividades, receberem e transformarem energia do ambiente, descartarem produtos residuais, executarem uma grande diversidade de reacções químicas, encerrarem qualidades de entropia e homeostáticas relativamente a variáveis do meio envolvente, reagirem a estímulos, adaptarem-se, reproduzirem-se, nascerem, crescerem e morrerem.
A unidade biológica da vida manifesta-se sobre diferentes aspectos:
1. A nível celular – Todos os seres vivos têm na sua constituição fundamental a célula. Ela é a unidade básica de estrutura e função de todos os organismos. É a unidade de reprodução, desenvolvimento e de hereditariedade. Em alguns seres, a célula constitui o próprio indivíduo. Noutros, as células agregam-se em colónias unicelulares ou em tecidos multicelulares capazes de formarem órgãos, que executam uma determinada função num organismo complexo, como por exemplo, o nosso corpo.
2. A nível molecular – Todas as células possuem basicamente o mesmo tipo de elementos químicos. Os inorgânicos como a água e os sais minerais; e os orgânicos, que desempenham funções: estrutural ou plástica, energética, enzimática ou reguladora, de armazenamento e transferência de informação; são os polímeros: polissacáridos, lípidos, proteínas e os ácidos nucleicos. São estas últimas macromoléculas, os ácidos nucleicos, DNA e RNA, que encerram e transmitem a informação genética.
A molécula de DNA contém, similarmente à célula, uma organização e um funcionamento universal em todos os seres vivos. A enorme diversidade da molécula de DNA é responsável pela enorme diversidade da vida, na medida, em que cada organismo contém o seu próprio DNA, que o torna único perante os outros.
Ainda no âmbito molecular, a adenosina tri-fosfato, ATP, é a molécula que armazena a energia utilizada pela célula, em diversos processos biológicos, porque a energia luminosa e a energia química dos compostos orgânicos, não podem ser utilizadas directamente pela célula.
3. Na origem da vida – Actualmente não existe consenso quanto às etapas do aparecimento da vida na Terra. No entanto, sabemos que ela surgiu como organismos unicelulares, entre 3,9 mil milhões e 3,8 mil milhões de anos a partir de moléculas orgânicas pré-bióticas.
4. Na evolução da vida – Os primeiros microrganismos muito primitivos, são o ancestral universal de toda a vida que existe e existiu no planeta. Ela apareceu nos oceanos primitivos, evoluiu para formas mais complexas, multiplicou-se, adaptou-se a novos ambientes, através da alteração do fundo genético, resultado da selecção natural, e chegou até nós, seres que desenvolveram capacidades cognitivas.
5. Nas relações tróficas – Cadeias alimentares, onde se verificam transferências de energia e de matéria entre os diferentes níveis tróficos. Os produtores fotossintéticos e quimiossintéticos sintetizam a matéria orgânica a partir da mineral, utilizando respectivamente energia solar luminosa e energia química. Os consumidores, incapazes de produzirem a sua própria energia, alimentam-se de outros organismos. Por sua vez, os decompositores degradam a matéria orgânica proveniente de cadáveres e excrementos dos seres vivos, libertando as substâncias minerais novamente para a geosfera.
6. Nos níveis de organização da vida – Existe uma organização espantosa na vida, em níveis de complexidade crescente que vão das partículas subatómicas à biosfera.
7. Na natureza cíclica da vida – Sequência de acontecimentos que ocorrem durante a vida de um organismo, desde que se forma até à produção da sua própria descendência. A nível celular, a interfase e a fase mitótica exemplificam bem esse fenómeno. A alternância de fases nucleares é outro ciclo, dos muitos que existem a nível biológico, como por exemplo, o da respiração, o da alimentação, o da circulação do sangue, etc.
Conclusão
Todos os seres vivos estão ligados entre si, por princípios de função, de estrutura, de origem, de evolução, de organização, de trocas de materiais e energia e por ciclos naturais. Esta unidade fundamental subjacente na enorme diversidade da vida está encerrada em cada célula, em cada DNA, onde as suas principais características são a universalidade e a variabilidade.
Bibliografia
NICOLAU, P. B.; AZEITEIRO, U. M. (2001) Introdução à Biologia, Universidade Aberta, Lisboa.
SILVA, A. D.; GRAMAXO, F.; SANTOS, M. E.; MESQUITA, A. F.; BALDAIA, L.; FÉLIX, J. M. (2006) Terra, Universo de Vida – 1ª Parte, Biologia, Porto Editora, Porto.
WIKIPEDIA, (Visitado em: 03 de Novembro de 2007), portal da Biologia, Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Biologia.

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Feliz Natal

Nascimento é Vida
É Luz
É Amor
É Alegria
É Esperança.

É a dádiva do Absoluto...

Que este Natal
Nasça em ti
Um Mundo de Felicidade.

Paz a Todos os Seres.

São os Votos de Jorge Moreira

domingo, novembro 25, 2007

Pink Floyd Redux


Foi recentemente lançado um álbum maravilhoso com éxitos dos Pink Floyd, composto exclusivamente por vozes femininas.



Ouvir Another Brick In The Wall por Giselle Webber, até arrepia. Uma voz parecida com a Bjork, numa sensualidade rouca e desconcertante.
A música é Pink Floyd com roupagens actuais, que joga entre a electrónica a piscar o dance e o jazz fusion ambiental.
Não perca esta obra, Pink Floyd Redux, um disco actual de música intemporal.

quinta-feira, outubro 25, 2007

Al Gore - Prémio Nobel da Paz II


Tem existido imensos ataques, pelos mais variados motivos contra o Al Gore. Alguns certamente que são verdadeiros, mas outros, não passam de calúnias por todos aqueles que têm interesses profundos para que as coisas continuem como estão.
Falam na casa de Al Gore que não é amiga do ambiente.
Ora, a casa de Al Gore foi recentemente convertida em “amiga do Ambiente” com painéis solares e outros equipamentos. Certo que foi depois de algumas críticas…
Criticam os aviões particulares que utiliza para se deslocar.
Os aviões, os veículos e as actividades que realiza são compensados pela plantação de x nº de árvores, etc. Claro que não deixa de poluir, mas tenta compensar…
Dizem que ele tem outros interesses políticos, etc.
Mas serão estas realmente as questões de fundo?
Para mim e para o mundo actual, mesmo que ele tenha algum interesse mais ou menos claro, tem levado este assunto às agendas políticas mundiais e tem sido uma “viga Mestra” na divulgação e na consciencialização mundial para as questões climáticas e ambientais. Penso que foi esse o motivo que levou o Comité do Nobel a laureá-lo com o prémio Nobel da Paz.
Não nos podemos esquecer, que mesmo antes do Al Gore ter sido vice-presidente dos Estados Unidos, mesmo antes de ter tido cargos políticos relevantes, ele já tinha escrito artigos e livros, direccionados para uma tomada de consciência, que a acção do homem estava a produzir no nosso Planeta, especialmente na exploração desenfreada dos recursos naturais, na poluição, etc., produtos estes, de um capitalismo feroz. Se houve aproveitamento político pessoal por estar a defender estas ideias, acredito que sim. Mas também teve a coragem de ir contra muita gente influente… “lá de casa”, o país mais poluidor do mundo, onde ¼ de toda a poluição mundial provém de lá.
Certamente que seria muitíssimo melhor que qualquer Bush na presidência dos EUA…

terça-feira, outubro 16, 2007

A Evolução das Sucessivas Formas de Vida

No sábado, dia 20 de Outubro, pelas 16h00 na sede da STP, Rua Passos Manuel, 20 Cave, Lisboa, terá lugar uma Conferência pelo Dr. Lício Correia sobre a “ A Evolução das Sucessivas Formas de Vida”.
A entrada é livre.

terça-feira, outubro 02, 2007

Birmânia - Assina a Petição


O film Beyond Rangoon retrata bem o sofrimento brutal que a Junta Militar de Myanmar impõe ao povo birmanês e à presidente e prémio Nobel da Paz, eleita democraticamente Aung San Suu Kyi.

Nem os monges escapam à violência e morte depois de manifestações pacíficas…

Podem ver o trailer do filme aqui ou aqui

Assina a petição aqui e Ajuda o povo Birmanês!

sábado, setembro 29, 2007

O Budismo 4



Uma Resumida história de Buda:

Siddharta Gautama nasceu no Séc. VI antes de Cristo, no vale do Ganga, rio Ganges, junto aos Himalaias, com o regozijo da natureza. Diz-se que os Devas fizeram chover flores, pois sabiam que a criança viria a ser um supremo Instrutor da Humanidade.Filho de uma família real, os pais deram-lhe o nome de Siddharta, que significa “aquele que realizou o seu propósito”. Este nome deve-se à profecia de um grande Brâmane que logo a seguir ao nascimento, disse que ele iria abandonar o seu reino material, para se tornar num Buda e Reinar espiritualmente sobre toda a Terra.
(Continua)

sexta-feira, setembro 28, 2007

O Budismo 3


Buddha significa Iluminado, aquele que possui a sabedoria perfeita, o mais nobre, o mais santo. Mas para isso, ele teve de encarnar inúmeras vezes, subindo passo a passo a longa escada evolutiva, com o devido controlo das suas paixões, com auto-sacrifício, devoção e carácter alicerçado nas Virtudes. Com estas Qualidades, foi progressivamente, tornando-se cada vez mais sábio, passou da humanidade comum até ao estado de Bodhisattva e por fim, deste a Buda, o Ser Perfeito.
Existe três classes de Bodhisattvas: os Panadika ou Udghatitagnya, os que seguem o caminho da Inteligência; os Sadadika ou Vipachitagnya, os que seguem o caminho da Fé e os Viriyadhika ou Neyya, os que seguem o caminho da Acção.
(continua)

quinta-feira, setembro 27, 2007

O Budismo 2


O Budismo ou Buddha Dharma é a filosofia religiosa ensinada por Sidharta Gautama Buddha. É a Religião Oriental que mais tem crescido no mundo ocidental. Mais que uma Religião, O Budismo é uma Filosofia de Vida. A própria palavra Religião, aqui aplicada, tal como nós comummente a retratamos, acaba por não fazer sentido, pois não existe uma obrigatoriedade, da crença num Deus ou numa divindade. Religião só faz sentido, na concepção da origem da palavra, Re-ligar. Aí o Budismo dá-nos instrumentos para trilhar o Caminho que leva o Homem a alcançar o Nirvana.
No entanto, muitas das divindades saídas do Panteão Hindu, aparecem com novas denominações no solo tibetano.
A Cosmogénese Budista é encimada pela Tripla Manifestação: Amitâbha, o Logos, a Luz infinita; Avalokitesvara ou Padma-pâni, Chenresi, o Progenitor e Mandjusri, a Sabedoria criadora.
(Continua)

quarta-feira, setembro 26, 2007

O Budismo 1

“Vai para além do rio, brâmane,
Vai com toda a tua Alma:
Deixa os desejos para trás.
Quando cruzares o rio de Sansara,
Encontrarás a terra do Nirvana”.

Dhammapada - 383

Caros Amigos e Amigas,
Nos próximos dias irei colocar aqui partes de um trabalho sobre o Budismo.

Grande Abraço,
Jorge Moreira.

quarta-feira, julho 11, 2007

Convívio em Vila Nova de Cerveira


Os Ramos Dharma e Horus da Sociedade Teosófica no Porto tem o prazer de convidar todos os Amigos e Amigas para uma confraternização com piquenique e visita à maravilhosa Vila de Cerveira e natureza envolvente, no próximo sábado dia 14 de Julho de 2007.
O encontro será às 10h30 na estação de serviço do Mindelo na A28 em direcção a Viana do Castelo.
Para mais informações contactar Jorge Moreira pelo tel. 963408166.

domingo, junho 03, 2007

O Amor Como Cimento Do Templo

PALESTRA

- Será o Amor a maior força do Universo?

- Qual será na actualidade, a importância das Escolas Iniciáticas na edificação do Templo da Humanidade?

Após a apresentação da palestra "O Amor como Cimento do Templo" na AMORC, fui novamente solicitado para apreasentá-la na Sociedade Teosófica de Portugal.
A apresentação terá lugar no próximo sábado, dia 9 de Junho, na Sede da STP, pelas 16h00, Rua Passos Manuel, 20 Cave, Lisboa.
Entrada Livre.

Foto: Jorge Moreira

quarta-feira, maio 16, 2007

Unidade da Vida é uma realidade incomensurável

O meu "Meme"!
A Elsa Gouveia, do blog “Aprendiz de Viajante” passou-me um “meme”...
De que se trata?
Um "meme" é um "gen ou gene cultural" que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma. Simplificando: é um comentário, uma frase, uma ideia que rapidamente é propagada pela Web, usualmente por meio de blogues. O neologismo "memes" foi criado por Richard Dawkins dada a sua semelhança fonética com o termo "genes".

Agora só falta nomear os 6 blogues que darão seguimento a este desafio...
Caso entendam fazê-lo!!!!
Serão:
“Oceanus”
“A Kind of a Magic II”
“Cidade do Esquecimento”
“Misterious Spirit”
“Soukha”
“Sobretudo”

segunda-feira, maio 07, 2007

Seminário e Conferência


No próximo fim-de-semana, teremos a presença ilustre da presidente da Secção Europeia da Sociedade Teosófica Trân-Thi-Kim-Diêu em Portugal. Esta Senhora, detentora de uma sabedoria ímpar, estará em Évora, na sexta-feira, com uma conferência pública na Biblioteca Pública de Évora, pelas 18h30 com o tema: “INTELIGÊNCIA, A BASE PARA UMA VIDA RECTA”. A entrada é livre.
No Sábado e Domingo, terá lugar na sede da Sociedade Teosófica de Portugal, Rua Passos Manuel, 20 - Cave, um Seminário com o tema: “TEOSOFIA E CIDADANIA - UMA VISÃO GLOBAL, UMA PRÁTICA LOCAL”.
Para mais informações clicar no título.

Foto - Jorge Moreira

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Hinduísmo



“Ó Pusan, Sustentador de Tudo,
Abre a boca da Verdade,
Agora oculta por um véu dourado,
Para que nós, devotos da Verdade,
Possamos ver.”
Upanixades



O Hinduísmo ou Brahmanismo é uma Religião muito antiga descendente dos Rishis. Teve origem na parte mais a norte da Índia e é neste país, que actualmente tem mais adeptos. É constituída por seis grandes Escola de Filosofia. Todas Elas procuram a libertação dos limites de uma existência penosa, das misérias da roda dos nascimentos e das mortes. Todas admitem o conhecimento divino, o Brahma-vidya.

O Brahman o Ser Absoluto é representado pela tríada de Deuses:
- Brahma, o Criador,
- Vishnu, o conservador e
- Shiva, o destruidor e regenerador de nova vida.

Brahma é pouco venerado, devido à grande incompreensão envolta Dele. Vishnu é mais reverenciado nas suas principais encarnações, Avataras, como Rama ou Krishna. Shiva é mais adorado pelas suas personificações femininas, Parvati, Kali e Durga. Abaixo destas divindades maiores, há uma infinidade de Deuses menores e objectos sagrados, idolatrados em numerosos templos, pelo povo menos culto, que Lhes imploram coisas e oferecem flores, frutos, folhas de certas árvores, entre outras coisas e lamentavelmente, digo eu, sacrifícios sangrentos de animas.

Da sua doutrina, destacam-se as seguintes particularidades:

1. O Hinduísmo é panteísta. Ele venera a Natureza, pois tudo o que existe, desde deuses, homens, animais, plantas, montanhas, bosques, rochas, energias, rios, nuvens, tempestades, etc. pertencem às inumeráveis partes do Absoluto. “O Senhor está na rocha ou na árvore e é ele que é adorado e não a simples forma exterior.”
2. O mundo como o conhecemos e sentimos, não passa de uma ilusão, Maya. Tudo irá desaparecer. Só Brahma é eterno.
3. A Alma individual de cada homem, reencarna imensas vezes até esgotar o seu Karma e é por fim absorvida no Divino, no Brahma. O Karma devolve a todos os homens os resultados daquilo que semearam. Se as sementes lançadas nesta vida são boas, essa “sementeira” irá repercutir-se nas vidas futuras. Se juntar a esta purificação Kármica, uma expansão de consciência, ele irá evoluir ao longo dos três mundos ou estágios, Jagrat, Svapna e Sushupti, até se libertar da roda dos nascimentos forçados. Annie Besant diz-nos: “Aí o homem descobrirá que a Natureza do Universo e a sua Própria Natureza são uma só… Tornar-se-á num Brahman, que potencialmente sempre o foi, mas só agora, está activa a sua realização”.


No Hinduísmo existem três aspectos fundamentais:

1. As Verdades Espirituais, implícitas nos Vedas e nos Upanishads, que retratam o conhecimento da Natureza e os métodos para a sua aquisição. Desvenda o todo, a manifestação, a origem, a expressão e a unidade do Universo realizada por Brahman. Ele manifesta-se na tríada de atributos:
- Sat, a Sabedoria,
- Cid, o Amor e
- Ananda, a Vontade.
Estes atributos também expressos na Trindade Trimurti, Brahma, Vishnu e Shiva.

Nesta cosmogénese, as Escolas Samkhya de Kapila têm uma visão, mais particular. Dividem o universo numa dualidade:
- Purusha, o Espírito e
- Prakriti, a matéria.

Por sua vez, Prakriti é trina, formada pelas qualidades da matéria, chamadas Gunas:
- Sattva, Harmonia,
- Rajás, Emoção e
- Tamas, Inércia.
Toda a matéria é constituída por estas três qualidades. Ela está equilibrada, onde todas as qualidades se encontram na mesma medida, ou desequilibrada, quando uma ou outra se apresenta em maior ou menor proporção.

2. O Culto Exotérico, onde os Purunas (as lendas e histórias antigas), os Rituais, as cerimónias, observâncias, imagens e os Mantras são a sua expressão mais popular. São ensinamentos virados para o público em geral, centrados na conduta social e familiar, numa perspectiva de gradual preparação para a compreensão das Verdades esotéricas e espirituais. Tudo foi adaptado para estimular a devoção, a adoração e fomentar o Amor. Neste culto, existe um trabalho, uma espécie de simbiose, entre o homem e os outros Reinos da Natureza: o Mineral, o Vegetal, o Animal, o Devático (mundo Astral) e o Dévico (mundo Mental). Sri Krishna dizia-nos a esse respeito: “Com isto alimentais os deuses e os deuses poderão alimentar-vos”.

As Castas.
O Hinduísmo divide a evolução do Homem em quatro estágios, por onde cada Alma terá de passar afim de evoluir. Estes estágios são representados pelas quatro castas:
- No estágio mais baixo, o Sudra, não há muitas obrigações. Só o dever da obediência e serviço;
- O estágio a seguir, o Vaisya, a Alma tem de aprender a ser altruísta na posse. É composta por camponeses, artesãos e burgueses, alguns deles com propriedades;
- O terceiro estágio, o Ksatriya, o homem suporta a vida com sacrifício. Era antigamente constituída, por reis, senhores feudais e guerreiros;
- Finalmente a casta dos Brâmanes, dos sacerdotes e magos, aprendem a abstrair-se de toda a atracção fútil, efémera e ilusória e preparam-se para viverem no seu último veículo encarnado na terra;
- Para além destas quatro castas, existem os homens que já passaram e aprenderam esses estágios. São os Samnyasin. Não têm casta, nem rituais ou cerimónias. Vivem completamente separados da personalidade.

3. A Ciência do Yoga ou Sankhya, a união com a Natureza Universal, através de um constante estudo sobre o mundo invisível e uma expansão da consciência, a dimensões mais subtis. A evolução humana é normalmente feita, vida após vida, de uma forma muito lenta. No entanto, qualquer homem pode evoluir mais rapidamente, se para isso fizer esforços, na meditação e no estudo da Ciência do Yoga.
Existem três caminhos denominados de Margas. Cada caminho tem o seu próprio Yoga. São eles:
a) O Karma-Marga que culmina na Karma-Yoga, o cumprimento recto da Acção. O homem aprende através da meditação e da vivência diária, no meio do turbilhão da vida comum dos homens, a rectidão e o equilíbrio. Aprende a executar a acção sem qualquer desejo na obtenção de proveito.
b) O Jnana-Marga que acaba no Jnana-Yoga, o conhecimento espiritual, é a união pela Sabedoria. O Homem deve desenvolver o Viveka, o discernimento entre o real e o ilusório e Shatsampatti, as seis qualificações mentais:
- Shama, controlo da mente;
- Dama, controlo do corpo;
- Uparati, tolerância mental extensa;
- Titiksha, persistência;
- Shraddha, fé;
- Samadhana, equilíbrio.
No fim deverá ter Mumuksha, o querer se libertar do ilusório e transitório e tornar-se num Adhikarin, o homem preparado para receber a iniciação do Yoga.
c) O Bhakti-Marga que termina no Bhakti-Yoga, a União pela Devoção. Uma adoração devota, de amor profundo, de reverência, faz com que a alma vá gradualmente adquirindo as qualidades de quem adora, culminado com a igualdade daquilo que adora.
Estes três caminhos, aqui citados, acabam por se misturar. Nos estágios mais elevados da evolução são mesmo inseparáveis. Aqui, quando se tornar necessário, o Guru, o Mestre, aparece e recebe o Chela, o seu discípulo, para conduzir a alma através dos últimos estágios. Assim o Chela transforma-se num Jivanmukta, ou num Videhamukta, uma alma liberta, a viver ainda num corpo, tornando-se num canal do Amor divino que derrama pela Humanidade.


Conclusão

No Hinduísmo, as diversas opiniões sobre o Absoluto são válidas e valiosas, porque são expressões, mesmo que pequenas, da Verdade. A totalidade das opiniões oferece uma perspectiva mais próxima da Realidade última. Por isso existe uma enorme tolerância e fraternidade entre as diversas Escolas Hindus.
O Hinduísmo foi criado para o homem se desenvolver internamente, aprender as Verdades Espirituais, através da contemplação de imagens externas.
O problema das castas, que ainda hoje existe na Índia, deve-se a uma mal compreensão da filosofia. Não é a encarnação no corpo ou na família A ou B que se define a casta de cada um, mas sim, a sua evolução interior, a capacidade de ser uma expressão do Divino que habita cada Homem.

As festas religiosas principais são as das lâmpadas, Dipavali, e o aniversário de Krishna.
Os Hindus tem o ritual de cremar os mortos e lançarem as cinzas ao Ganges ou outro rio sagrado.

Para terminar esta breve apresentação sobre o Hinduísmo, gostaria de partilhar uma passagem que retrata a cosmogénese Hindu:
No Bagavad-Gita Cap. XI, quando Arjuna em forma de prece pede a Krishna para ver Deus. Ele responde: “ Mas não é com os teus olhos materiais que Me consegues ver. Para isso abro-te a visão espiritual. Olha, pois, e vê agora a minha gloriosa Natureza Mística!”…
“Neste aspecto, viu-se como Muitos num só: com inúmeras faces, olhos e bocas, inúmeras aparências, consciências e formas, com todo o esplendor de adornos celestes, com todas as forças do poder divino, divinamente vestido e coroado, exalando agradabilíssimos perfumes.”
“Luminoso, radiante, maravilhoso, cheio de graça e onividente era o seu Semblante.”
“Se mil sóis, ao mesmo tempo, brilhassem no firmamento, a luz deles haveria de empalidecer na presença da Glória que aquele Semblante irradiava em todas as direcções.”
“Arjuna viu, então, todo o Universo, variadíssimo em suas múltiplas aparências, formando uma Unidade no Corpo do Ser Absoluto, e manifestando-se como muitíssimas partes nos corpos dos deuses,”
“Arrebatado e pasmado, e com os cabelos arrepiados, mirou e admirou essa Visão Maravilhosa…”


Jorge Moreira

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

O Amor como Cimento do Templo

- Será o Amor a maior força do Universo?

- Qual será na actualidade, a importância das Escolas Iniciáticas, na edificação do Templo da Humanidade?

PALESTRA A PROFERIR NO PRÓXIMO DIA
24 DE FEVEREIRO, SÁBADO, PELAS 21 HORAS
NA LOJA ROSACRUZ DE LISBOA
por Jorge Moreira,

Mais informações clique em: http://www.planologia.com/amorc/portugal/index.html

Imagem - Jorge Moreira

terça-feira, janeiro 30, 2007

AOS QUE BATEM


Do irreal
conduz-me ao Real

Das trevas
conduz-me à Luz

Da morte
conduz-me à Imortalidade

Krishnamurti in "Aos Pés do Mestre"