O meu "Meme"!
A Elsa Gouveia, do blog “Aprendiz de Viajante” passou-me um “meme”...
De que se trata?
Um "meme" é um "gen ou gene cultural" que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma. Simplificando: é um comentário, uma frase, uma ideia que rapidamente é propagada pela Web, usualmente por meio de blogues. O neologismo "memes" foi criado por Richard Dawkins dada a sua semelhança fonética com o termo "genes".
Agora só falta nomear os 6 blogues que darão seguimento a este desafio...
Caso entendam fazê-lo!!!!
Serão:
“Oceanus”
“A Kind of a Magic II”
“Cidade do Esquecimento”
“Misterious Spirit”
“Soukha”
“Sobretudo”
Este Blog destina-se a apresentar uma Reflexão pessoal sobre a Vida e a partilha dessa mesma Reflexão.
quarta-feira, maio 16, 2007
segunda-feira, maio 07, 2007
Seminário e Conferência
No próximo fim-de-semana, teremos a presença ilustre da presidente da Secção Europeia da Sociedade Teosófica Trân-Thi-Kim-Diêu em Portugal. Esta Senhora, detentora de uma sabedoria ímpar, estará em Évora, na sexta-feira, com uma conferência pública na Biblioteca Pública de Évora, pelas 18h30 com o tema: “INTELIGÊNCIA, A BASE PARA UMA VIDA RECTA”. A entrada é livre.
No Sábado e Domingo, terá lugar na sede da Sociedade Teosófica de Portugal, Rua Passos Manuel, 20 - Cave, um Seminário com o tema: “TEOSOFIA E CIDADANIA - UMA VISÃO GLOBAL, UMA PRÁTICA LOCAL”.
Para mais informações clicar no título.
Foto - Jorge Moreira
segunda-feira, abril 30, 2007
Thinking blogger award
Olá!
Fui nomeado pela Isabel e o José António do blog Poesia Viva e pela Hanah do blog Sobretudo como um dos blogues que mais os fazem pensar.
Respondo ao desafio, nomeando não cinco mas dez blogs, pelas duas nomeações, que têm maravilhosas mensagens para reflectir.
Poesia Viva de Isabel e José António
A Luz do Poema de Maat
Aprendiz de Viajante de Elsa Gouveia
Peças Soltas de um Puzzle de Aya
Tranquilidade Sideral de Berenice
Desambientado de Féliz Rodrigues
Cleopatramoon de Cleopatra
Como 1 Objeto Não Identificado de Hanah
A Luz do Voo de Maria Costa
Shoshana no Céu e na Terra de Helena Domingues
As minhas desculpas a todos os outros blogs que estão no meu coração.
quarta-feira, março 21, 2007
segunda-feira, março 19, 2007
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Hinduísmo
“Ó Pusan, Sustentador de Tudo,
Abre a boca da Verdade,
Agora oculta por um véu dourado,
Para que nós, devotos da Verdade,
Possamos ver.”
Upanixades
O Hinduísmo ou Brahmanismo é uma Religião muito antiga descendente dos Rishis. Teve origem na parte mais a norte da Índia e é neste país, que actualmente tem mais adeptos. É constituída por seis grandes Escola de Filosofia. Todas Elas procuram a libertação dos limites de uma existência penosa, das misérias da roda dos nascimentos e das mortes. Todas admitem o conhecimento divino, o Brahma-vidya.
O Brahman o Ser Absoluto é representado pela tríada de Deuses:
- Brahma, o Criador,
- Vishnu, o conservador e
- Shiva, o destruidor e regenerador de nova vida.
Brahma é pouco venerado, devido à grande incompreensão envolta Dele. Vishnu é mais reverenciado nas suas principais encarnações, Avataras, como Rama ou Krishna. Shiva é mais adorado pelas suas personificações femininas, Parvati, Kali e Durga. Abaixo destas divindades maiores, há uma infinidade de Deuses menores e objectos sagrados, idolatrados em numerosos templos, pelo povo menos culto, que Lhes imploram coisas e oferecem flores, frutos, folhas de certas árvores, entre outras coisas e lamentavelmente, digo eu, sacrifícios sangrentos de animas.
Da sua doutrina, destacam-se as seguintes particularidades:
1. O Hinduísmo é panteísta. Ele venera a Natureza, pois tudo o que existe, desde deuses, homens, animais, plantas, montanhas, bosques, rochas, energias, rios, nuvens, tempestades, etc. pertencem às inumeráveis partes do Absoluto. “O Senhor está na rocha ou na árvore e é ele que é adorado e não a simples forma exterior.”
2. O mundo como o conhecemos e sentimos, não passa de uma ilusão, Maya. Tudo irá desaparecer. Só Brahma é eterno.
3. A Alma individual de cada homem, reencarna imensas vezes até esgotar o seu Karma e é por fim absorvida no Divino, no Brahma. O Karma devolve a todos os homens os resultados daquilo que semearam. Se as sementes lançadas nesta vida são boas, essa “sementeira” irá repercutir-se nas vidas futuras. Se juntar a esta purificação Kármica, uma expansão de consciência, ele irá evoluir ao longo dos três mundos ou estágios, Jagrat, Svapna e Sushupti, até se libertar da roda dos nascimentos forçados. Annie Besant diz-nos: “Aí o homem descobrirá que a Natureza do Universo e a sua Própria Natureza são uma só… Tornar-se-á num Brahman, que potencialmente sempre o foi, mas só agora, está activa a sua realização”.
No Hinduísmo existem três aspectos fundamentais:
1. As Verdades Espirituais, implícitas nos Vedas e nos Upanishads, que retratam o conhecimento da Natureza e os métodos para a sua aquisição. Desvenda o todo, a manifestação, a origem, a expressão e a unidade do Universo realizada por Brahman. Ele manifesta-se na tríada de atributos:
- Sat, a Sabedoria,
- Cid, o Amor e
- Ananda, a Vontade.
Estes atributos também expressos na Trindade Trimurti, Brahma, Vishnu e Shiva.
Nesta cosmogénese, as Escolas Samkhya de Kapila têm uma visão, mais particular. Dividem o universo numa dualidade:
- Purusha, o Espírito e
- Prakriti, a matéria.
Por sua vez, Prakriti é trina, formada pelas qualidades da matéria, chamadas Gunas:
- Sattva, Harmonia,
- Rajás, Emoção e
- Tamas, Inércia.
Toda a matéria é constituída por estas três qualidades. Ela está equilibrada, onde todas as qualidades se encontram na mesma medida, ou desequilibrada, quando uma ou outra se apresenta em maior ou menor proporção.
2. O Culto Exotérico, onde os Purunas (as lendas e histórias antigas), os Rituais, as cerimónias, observâncias, imagens e os Mantras são a sua expressão mais popular. São ensinamentos virados para o público em geral, centrados na conduta social e familiar, numa perspectiva de gradual preparação para a compreensão das Verdades esotéricas e espirituais. Tudo foi adaptado para estimular a devoção, a adoração e fomentar o Amor. Neste culto, existe um trabalho, uma espécie de simbiose, entre o homem e os outros Reinos da Natureza: o Mineral, o Vegetal, o Animal, o Devático (mundo Astral) e o Dévico (mundo Mental). Sri Krishna dizia-nos a esse respeito: “Com isto alimentais os deuses e os deuses poderão alimentar-vos”.
As Castas.
O Hinduísmo divide a evolução do Homem em quatro estágios, por onde cada Alma terá de passar afim de evoluir. Estes estágios são representados pelas quatro castas:
- No estágio mais baixo, o Sudra, não há muitas obrigações. Só o dever da obediência e serviço;
- O estágio a seguir, o Vaisya, a Alma tem de aprender a ser altruísta na posse. É composta por camponeses, artesãos e burgueses, alguns deles com propriedades;
- O terceiro estágio, o Ksatriya, o homem suporta a vida com sacrifício. Era antigamente constituída, por reis, senhores feudais e guerreiros;
- Finalmente a casta dos Brâmanes, dos sacerdotes e magos, aprendem a abstrair-se de toda a atracção fútil, efémera e ilusória e preparam-se para viverem no seu último veículo encarnado na terra;
- Para além destas quatro castas, existem os homens que já passaram e aprenderam esses estágios. São os Samnyasin. Não têm casta, nem rituais ou cerimónias. Vivem completamente separados da personalidade.
3. A Ciência do Yoga ou Sankhya, a união com a Natureza Universal, através de um constante estudo sobre o mundo invisível e uma expansão da consciência, a dimensões mais subtis. A evolução humana é normalmente feita, vida após vida, de uma forma muito lenta. No entanto, qualquer homem pode evoluir mais rapidamente, se para isso fizer esforços, na meditação e no estudo da Ciência do Yoga.
Existem três caminhos denominados de Margas. Cada caminho tem o seu próprio Yoga. São eles:
a) O Karma-Marga que culmina na Karma-Yoga, o cumprimento recto da Acção. O homem aprende através da meditação e da vivência diária, no meio do turbilhão da vida comum dos homens, a rectidão e o equilíbrio. Aprende a executar a acção sem qualquer desejo na obtenção de proveito.
b) O Jnana-Marga que acaba no Jnana-Yoga, o conhecimento espiritual, é a união pela Sabedoria. O Homem deve desenvolver o Viveka, o discernimento entre o real e o ilusório e Shatsampatti, as seis qualificações mentais:
- Shama, controlo da mente;
- Dama, controlo do corpo;
- Uparati, tolerância mental extensa;
- Titiksha, persistência;
- Shraddha, fé;
- Samadhana, equilíbrio.
No fim deverá ter Mumuksha, o querer se libertar do ilusório e transitório e tornar-se num Adhikarin, o homem preparado para receber a iniciação do Yoga.
c) O Bhakti-Marga que termina no Bhakti-Yoga, a União pela Devoção. Uma adoração devota, de amor profundo, de reverência, faz com que a alma vá gradualmente adquirindo as qualidades de quem adora, culminado com a igualdade daquilo que adora.
Estes três caminhos, aqui citados, acabam por se misturar. Nos estágios mais elevados da evolução são mesmo inseparáveis. Aqui, quando se tornar necessário, o Guru, o Mestre, aparece e recebe o Chela, o seu discípulo, para conduzir a alma através dos últimos estágios. Assim o Chela transforma-se num Jivanmukta, ou num Videhamukta, uma alma liberta, a viver ainda num corpo, tornando-se num canal do Amor divino que derrama pela Humanidade.
Conclusão
No Hinduísmo, as diversas opiniões sobre o Absoluto são válidas e valiosas, porque são expressões, mesmo que pequenas, da Verdade. A totalidade das opiniões oferece uma perspectiva mais próxima da Realidade última. Por isso existe uma enorme tolerância e fraternidade entre as diversas Escolas Hindus.
O Hinduísmo foi criado para o homem se desenvolver internamente, aprender as Verdades Espirituais, através da contemplação de imagens externas.
O problema das castas, que ainda hoje existe na Índia, deve-se a uma mal compreensão da filosofia. Não é a encarnação no corpo ou na família A ou B que se define a casta de cada um, mas sim, a sua evolução interior, a capacidade de ser uma expressão do Divino que habita cada Homem.
As festas religiosas principais são as das lâmpadas, Dipavali, e o aniversário de Krishna.
Os Hindus tem o ritual de cremar os mortos e lançarem as cinzas ao Ganges ou outro rio sagrado.
Para terminar esta breve apresentação sobre o Hinduísmo, gostaria de partilhar uma passagem que retrata a cosmogénese Hindu:
No Bagavad-Gita Cap. XI, quando Arjuna em forma de prece pede a Krishna para ver Deus. Ele responde: “ Mas não é com os teus olhos materiais que Me consegues ver. Para isso abro-te a visão espiritual. Olha, pois, e vê agora a minha gloriosa Natureza Mística!”…
“Neste aspecto, viu-se como Muitos num só: com inúmeras faces, olhos e bocas, inúmeras aparências, consciências e formas, com todo o esplendor de adornos celestes, com todas as forças do poder divino, divinamente vestido e coroado, exalando agradabilíssimos perfumes.”
“Luminoso, radiante, maravilhoso, cheio de graça e onividente era o seu Semblante.”
“Se mil sóis, ao mesmo tempo, brilhassem no firmamento, a luz deles haveria de empalidecer na presença da Glória que aquele Semblante irradiava em todas as direcções.”
“Arjuna viu, então, todo o Universo, variadíssimo em suas múltiplas aparências, formando uma Unidade no Corpo do Ser Absoluto, e manifestando-se como muitíssimas partes nos corpos dos deuses,”
“Arrebatado e pasmado, e com os cabelos arrepiados, mirou e admirou essa Visão Maravilhosa…”
Jorge Moreira
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
O Amor como Cimento do Templo
- Será o Amor a maior força do Universo?- Qual será na actualidade, a importância das Escolas Iniciáticas, na edificação do Templo da Humanidade?
PALESTRA A PROFERIR NO PRÓXIMO DIA
24 DE FEVEREIRO, SÁBADO, PELAS 21 HORAS
NA LOJA ROSACRUZ DE LISBOA
por Jorge Moreira,
Mais informações clique em: http://www.planologia.com/amorc/portugal/index.html
Imagem - Jorge Moreira
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
terça-feira, janeiro 30, 2007
AOS QUE BATEM
terça-feira, janeiro 16, 2007
Maria Beatriz Serpa Branco
na nossa infância os dias eram outros
longos dias de sol
vividos em sossego
no viver sempre aberto de nossa quietação
sem pressas e sem medos
sages de longa idade
sabíamos o tempo
vivíamos sem tempo
e a vida a rodear-nos braços que nos amavam
não tínhamos memória
do que antes conhecíamos
cada dia era um dia
e não uma cadeia
a prender-nos as mãos a horas já passadas
a gestos copiados
vivíamos o dia
dormíamos a noite
e nem quem nos morria estava ausente
a morte era uma porta
por onde entravam todos que saíam
a morte não havia
morríamos ao dia em cada noite
e em cada dia a vida renascia
Maria Beatriz (Évora, 1973)
1923 - 2006 - Em Memória de uma Senhora Extraordinária.
Clica no título e sabe mais...
longos dias de sol
vividos em sossego
no viver sempre aberto de nossa quietação
sem pressas e sem medos
sages de longa idade
sabíamos o tempo
vivíamos sem tempo
e a vida a rodear-nos braços que nos amavam
não tínhamos memória
do que antes conhecíamos
cada dia era um dia
e não uma cadeia
a prender-nos as mãos a horas já passadas
a gestos copiados
vivíamos o dia
dormíamos a noite
e nem quem nos morria estava ausente
a morte era uma porta
por onde entravam todos que saíam
a morte não havia
morríamos ao dia em cada noite
e em cada dia a vida renascia
Maria Beatriz (Évora, 1973)
1923 - 2006 - Em Memória de uma Senhora Extraordinária.
Clica no título e sabe mais...
terça-feira, janeiro 09, 2007
EspelhosohlepsE
domingo, dezembro 31, 2006
PAZ A TODOS OS SERES!
Desejo a todos um 2007 com:
Um Equilíbrio perfeito,
E uma Simpatia irradiante.
Um Amor Cristalino,
E uma Alegria contagiante.
Uma Pureza imaculada,
E uma Perseverança robusta.
Uma Coragem inabalável,
E uma Harmonia absoluta.
Uma Humildade intacta,
E uma Rectidão imortalizada.
Uma Compaixão global,
E a Verdade sempre preservada.
Paz a Todos os Seres!
Jorge Moreira, Dezembro de 2006
Um Equilíbrio perfeito,
E uma Simpatia irradiante.
Um Amor Cristalino,
E uma Alegria contagiante.
Uma Pureza imaculada,
E uma Perseverança robusta.
Uma Coragem inabalável,
E uma Harmonia absoluta.
Uma Humildade intacta,
E uma Rectidão imortalizada.
Uma Compaixão global,
E a Verdade sempre preservada.
Paz a Todos os Seres!
Jorge Moreira, Dezembro de 2006
domingo, dezembro 24, 2006
FELIZ NATAL
quarta-feira, agosto 02, 2006
Estátuas Vivas
Queridos Amigos e Amigas,
Obrigado pelo vosso Carinho...
Embora lentamente, já estou a voltar à normalidade...
Visitarei em breve os vossos blogs.
Deixo-vos um texto da minha autoria publicado no Triplov e que foi apresentado no VI Colóquio Internacional de "Discursos e Práticas Alquímicas".
Clica no título e lê.
Boas Férias!
Beijinhos e Abraços a todos,
Estátuas vivas
“A natureza é um templo onde colunas vivas
Deixam por vezes sair confusas palavras;
O Homem passa por lá através de florestas de símbolos
Que o observam com olhares familiares.”
Charles Baudelaire
I - Tradição
Nas tradições antigas, o Jardim representava a natureza e era considerado sagrado desde os tempos pré-históricos, onde servia de meio entre o homem e a divindade e recreava o paraíso.
Para muitos povos, culturas e religiões o jardim tem sido um símbolo cósmico. Uma imagem do processo de congregação de energias latentes necessárias ao aperfeiçoamento da vida espiritual. Pode-se dizer que, embora naturais, foram locais onde os Grandes Iniciados atingiram a sua Iluminação e muitos Jardins espalhados pelo mundo retractam bem esse Percurso.
O jardim está intimamente ligado à evolução da vida pela harmonia que produz, pela unidade na diversidade, pela beleza que resplandece e pela ordem no caos. Um espaço que representa a Natureza é como uma espécie de bálsamo para o bem-estar da mente.
Ao Homem, ele forneceu os primeiros materiais de construção, influenciou a arquitectura que permitiu a edificação das mais belas Catedrais, com fustes de pedra, arcos unidos como ramos, vitrais que filtram a luz, etc.
O seu simbolismo é profundo e aparece muitas vezes associado ao da árvore cósmica que se ergue no centro do universo, cujas raízes se encontram envoltas pelas trevas, o tronco a elevar-se através da Terra e os ramos a penetrarem o domínio Celeste. Uma espécie de Árvore Sephirotal que representa o Universo ou uma flor de lótus, que se alimenta do lodo para se transformar numa flor maravilhosa e dirigir todo o seu esplendor ao Astro Rei. Analogamente, o homem retira das experiências vividas o elixir que lhe permite crescer em Sabedoria, Força e Beleza, capaz de desbravar as suas imperfeições e se transmutar num ser espiritualmente evoluído, num verdadeiro Mestre Iluminado, que labora ao progresso da Humanidade e segundo o Plano do Grande Arquitecto do Universo. Um modelo vivo do desabrochar ordenado e evolutivo da Matéria para o Espírito. A Vida como um Athanor Alquímico.
Os Rituais de Iniciação das Escolas Iniciáticas, portadoras dos Grandes Mistérios, focam e induzem o neófito nesse trajecto humano. Por isso, vemos muitos jardins ocidentais, com a simbólica característica dos três estágios, das três viagens, a subterrânea, a terrestre e a Celeste, o “mergulho” nos elementos da natureza e a invocação de Forças e Potências correspondentes.
II - As Pedras
A incorporação das pedras num jardim Iniciático é muito importante. Encontramos exemplos que vão desde os Druidas ao Zen, passando pelas Escolas Iniciáticas.
Para o Budismo que vê as pedras possuírem vida espiritual, tal como as plantas e os animais, elas convertem-se num dos elementos mais importantes do jardim Zen.
Dado que o simbolismo é algo incorpóreo, existe a intenção de o expressar através das artes. Por exemplo, no Zen, o monge desenha e constrói o jardim com a introdução e disposição de pedras, um meio pessoal de expressão espiritual através da simplicidade, cuja finalidade é alcançar a essência das coisas, um incentivo ao estudo, à compreensão e à meditação sobre si mesmo e sobre o universo.
Os desenhos de ondas, que o monge vai aperfeiçoando sobre a areia branca são como uma espécie de capacidade de controlo sobre a energia induzida por si próprio e simbolizam os ciclos da natureza em tudo o que existe no Cosmos. A vida cíclica que se prolonga e regenera permanentemente, sugerindo a imortalidade, a fecundidade e a felicidade.
Os Cristais utilizados na electrónica, na joalharia e na cura energética são bons exemplos que explicam a importância e o poder que os minerais têm na nossa vida quotidiana.
Tal como um Mestre escultor que vê a obra-prima dentro de uma pedra bruta, um Maçon que especula sobre o seu simbolismo, também o Ocultista “vê” a Essência que a Anima e a função que a pedra desempenha no Universo.
Pedra bruta
Deram-te um malho e um cinzel
E a pedra para trabalhares
Tão imperfeita, pesada, feia que era,
Levarás uma eternidade para a desbravares
Ao terceiro golpe soltou-se uma saliência.
Seria o orgulho? Talvez!
Quem sabe se não era a intolerância!
Ás vezes a força era desmedida,
A direcção incorrecta,
Reapareciam novas imperfeições
E o desespero batia-te à porta.
No entanto o Mestre observava.
Pouco a pouco ensinou-te
A manuseares as alfaias
E o resultado encorajou-te.
Conseguiste aplanar uma face,
Ainda te faltam mais cinco perpendiculares.
Deves conter as paixões,
Para poderes um dia lá morar.
Jorge Moreira.
III - Os Espíritos da Natureza
Existe uma Sabedoria Antiga que fala de padrões diferentes de vibração da matéria, Dimensões ou Planos existenciais, impossíveis de detectar por qualquer meio físico, devido à sua subtileza. Talvez seja os 90% da matéria escura que controla os 10% da matéria perceptível de que os Astrofísicos falam. Alguma dessa matéria é tão subtil, que os sentimentos, as emoções ou os pensamentos bastam para afectá-la. É por isso que dizem que os sentimentos ou os pensamentos são Forças vivas.
Os Rituais, os mantras e as orações têm como finalidade laborar nesses Planos.
Existem histórias que podemos encontrar em qualquer parte do mundo, fenómenos de percepção extra-sensorial, que algumas pessoas tenham experimentado e que falam da existência de seres, de um “povo miúdo”, de anjos, de Devas, de espíritos da Natureza etc.
“Estamos sós no Universo?” É uma questão que o realizador francês Jean Michel Roux, inicialmente muito céptico nestas questões, tentou desvendar. As palavras que se encontram na introdução ao seu filme de culto “Enquête sur le Monde Invisible”, explicam a origem das investigações que realizou, sobre os Reinos Invisíveis da Islândia: “Em 1990 fui à Islândia procurar locais para um projecto de um filme de ficção científica. Descobri naquela altura que a maioria da população acreditava na existência de elfos, algumas pessoas diziam que encontraram «trolls» gigantes de 20 metros de altura que escalavam montanhas e vales. Estavam essas pessoas doidas? Ou mantinham um relacionamento com as forças da natureza que nós, no continente Europeu perdemos? A sinceridade dessas pessoas perturbou-me…”
Mais à frente, o realizador coloca uma questão muito obsessiva para ele: “Esses seres vivos estão à minha volta e eu não os consigo ver?”
No fim termina com a seguinte citação “O mundo invisível é invisível porque só usamos os nossos olhos”.
A “Doutrina Secreta” de H. P. Blavatsky fala-nos de uma evolução paralela e combinada dos Devas em relação à Humanidade. As entidades mais primitivas, como os minerais, os vegetais e os animais, são os seres da Natureza, como os Devas, e entidades menores por Eles dirigidos, que indicam o caminho a seguir no crescimento e desenvolvimento dessas entidades primitivas, em formas mais belas, sensíveis e perfeitas. A Humanidade como entidade já individualizada, madura e no franco desenvolvimento das suas capacidades interiores, passa também ela a dirigir as actividades da Natureza. A jardinagem, a agricultura e a genética são alguns exemplos de uma estreita ligação do Homem com os Agentes da Natureza. Claro que a Ética é a Luz que ilumina o Homem e indica o caminho a seguir, segundo o Plano Maior, quando se trata da manipulação da Natureza pelo Homem, através da genética.
E. L. Gardner na introdução ao livro “O Reino dos Devas e dos Espíritos da Natureza” de Geoffrey Hodson diz-nos o seguinte: “O Ocultista não vê matéria morta em parte alguma. Toda a rocha palpita com vida, toda a pedra preciosa possui a sua respectiva consciência, por minúscula que seja. A relva e as árvores pulsam ao contacto de pequeninos agentes, cujos corpos magnetizados actuam como a matriz a partir da qual se tornam possíveis os milagres do crescimento e da coloração.”
No Reino dos Devas existe uma enorme variedade de formas, que são divididas pela tradição em quatro grupos, conforme o elemento em que actuam. Os espíritos da terra, onde gnomos, duendes, fadas, elfos, etc. são alguns exemplos; os da água como as ondinas; os do ar, os silfos e por fim os espíritos do fogo, as salamandras.
Muitos estudantes da Filosofia Oculta invocam regularmente esses seres em seu auxílio nas curas e cerimónias num Templo Maçónico ou de alguma Religião. Invocam também, através de preces e meditações, força, bênção e paz que irradiam sobre o mundo.
Qualquer pessoa mais sensível que trate de plantas, num jardim ou numa horta, apercebe-se de influências magnéticas invisíveis, de seres e energias que actuam no crescimento e na beleza do espaço e na “Aura” que o conjunto irradia.
Enquanto a Humanidade tem como centro de consciência as faculdades mentais como a razão, os espíritos da Natureza têm o seu centro na Intuição. É por isso que alguns seres da Natureza, mesmo com uma consciência muito primitiva e limitada, comparada a um animal, têm uma obediência espontânea aos demais membros do seu próprio Reino, que ocupam uma posição mais elevada na Hierarquia Cósmica e, por conseguinte, uma maior consciência do Plano do Logos. Assim, também as Escolas Iniciáticas conhecem e representam esta mesma Hierarquia, praticando um Cerimonial à Gloria do Grande Arquitecto, com a participação e colaboração fraterna e amistosa dos anjos, que são evocados pelas palavras, sinais, passos, sons, luzes e símbolos do Ritual. Este é o verdadeiro poder do Cerimonial, a utilização dos Devas e elementais dos respectivos elementos, na Construção e Consagração do Templo espiritual e na Iniciação numa Escola dos Mistérios.
Muitos Jardins Iniciáticos têm normalmente um percurso simbólico que vai desde a descida ao inferno, figurado pela caverna, pelo poço ou pelo túnel, etc. até ao céu, representado por uma torre ou um miradouro. É o tomar de consciência da nossa natureza inferior, a fimde dominá-la, “contendo as paixões”, “deixando os metais à porta do Templo” ou “talhar as imperfeições da Pedra Bruta”, para tornarmo-nos mais perfeitos, a fim de cada vez mais podermos ser um Instrumento de Construção da Grande Catedral Cósmica. Mas também é o mergulhar noutros Planos Invisíveis da Natureza, e aprender a trabalhar, de uma forma segura, com os outros seres que existem nesses Planos. Por isso o domínio das emoções, “o conter as paixões”, é, sem dúvida, o primeiro passo a dar para todo aquele que inicia o percurso Maior.
IV - Esculturas Vivas
O Jardim deve ter sempre uma atenção permanente, que vai desde a preparação do solo, a escolha de boas sementes, a eliminação das ervas daninhas, o regar constante das “novidades”, etc. Exactamente da mesma forma, os homens que tencionam progredir nos mais variados campos do conhecimento, que vão desde a ciência à arte, mas especialmente aqueles que querem transmutar esse conhecimento adquirido em Sabedoria, Iniciando assim a sua Caminhada Iniciática e Espiritual, devem cuidar constantemente do seu Jardim Interior, separando o “trigo do Joio”, utilizando o discernimento, o desapego, a ética e o amor, de forma a que esse jardim possa vir a florir com todo o seu esplendor e beleza.
Os Jardins Iniciáticos são locais telúricos naturais ou espaços espirituais projectados pelo homem, com uma estética sofisticada de evocação e celebração da Natureza, onde se verificam uma interacção de seres e energias existentes em estados diferenciados da matéria, sob a égide dos elementos e onde todos os seres deverão ter uma função de entreajuda a desempenhar no plano evolutivo. Uma verdadeira Fraternidade entre Anjos e Homens. Uma Irmandade que alia os diversos Reinos da Natureza, para formarem um Templo vivo, capaz de influenciar todos os seres que o constituem, os neófitos, que sobre rituais próprios de evocação venham a iniciar a sua Caminhada espiritual e ser uma verdadeira Luz de bem-estar que irradia muito para além dos seus limites físicos.
Os Jardins Iniciáticos devem induzir uma percepção do cosmos mais profunda e sentida. São como verdadeiras Estátuas Vivas, extensíveis a Planos mais elevados da Existência, onde a Natureza do Jardineiro Mestre se funde com a Natureza Cósmica, para esculpir a Beleza da forma e da cor, a Força do simbolismo e a Sabedoria Perene.
Tenho dito.'.
24 de Junho de 2006
Jorge Moreira.'.
BIBLIOGRAFIA
Blavatsky, Helena Petrovna, “Doutrina Secreta”, Pensamento.
Blavatsky, Helena Petrovna, “Glossário Teosófico”, Ground.
Hodson, Geoffrey, “ O Reino dos Devas e dos Espíritos da Natureza”, Pensamento.
Hodson, Geoffrey, “O Reino das Fadas”, The Theosophical Publishing House (Londres).
Fischesser, Bernard,“Conhecer as Árvores”, Europa-América.
Nosé, Michiko Rico e Freeman, Michael: “El Jardín Japonés Moderno”, Ediciones Gamma.
Leadbeater, C. W., “A Vida Oculta na Maçonaria”, Pensamento.
Reeves, Hubert, “Malicorne – Reflexões de um observador da Natureza”, Gradiva.
Powell, Arthur E. “O Sistema Solar”, Pensamento.
Burnier, Radha, “Regeneração Humana”, Editora Teosófica.
Roux, Jean Michel, “Enquête sur le Monde Invisible”, Filme versão em DVD.
Obrigado pelo vosso Carinho...
Embora lentamente, já estou a voltar à normalidade...
Visitarei em breve os vossos blogs.
Deixo-vos um texto da minha autoria publicado no Triplov e que foi apresentado no VI Colóquio Internacional de "Discursos e Práticas Alquímicas".
Clica no título e lê.
Boas Férias!
Beijinhos e Abraços a todos,
Estátuas vivas
“A natureza é um templo onde colunas vivas
Deixam por vezes sair confusas palavras;
O Homem passa por lá através de florestas de símbolos
Que o observam com olhares familiares.”
Charles Baudelaire
I - Tradição
Nas tradições antigas, o Jardim representava a natureza e era considerado sagrado desde os tempos pré-históricos, onde servia de meio entre o homem e a divindade e recreava o paraíso.
Para muitos povos, culturas e religiões o jardim tem sido um símbolo cósmico. Uma imagem do processo de congregação de energias latentes necessárias ao aperfeiçoamento da vida espiritual. Pode-se dizer que, embora naturais, foram locais onde os Grandes Iniciados atingiram a sua Iluminação e muitos Jardins espalhados pelo mundo retractam bem esse Percurso.
O jardim está intimamente ligado à evolução da vida pela harmonia que produz, pela unidade na diversidade, pela beleza que resplandece e pela ordem no caos. Um espaço que representa a Natureza é como uma espécie de bálsamo para o bem-estar da mente.
Ao Homem, ele forneceu os primeiros materiais de construção, influenciou a arquitectura que permitiu a edificação das mais belas Catedrais, com fustes de pedra, arcos unidos como ramos, vitrais que filtram a luz, etc.
O seu simbolismo é profundo e aparece muitas vezes associado ao da árvore cósmica que se ergue no centro do universo, cujas raízes se encontram envoltas pelas trevas, o tronco a elevar-se através da Terra e os ramos a penetrarem o domínio Celeste. Uma espécie de Árvore Sephirotal que representa o Universo ou uma flor de lótus, que se alimenta do lodo para se transformar numa flor maravilhosa e dirigir todo o seu esplendor ao Astro Rei. Analogamente, o homem retira das experiências vividas o elixir que lhe permite crescer em Sabedoria, Força e Beleza, capaz de desbravar as suas imperfeições e se transmutar num ser espiritualmente evoluído, num verdadeiro Mestre Iluminado, que labora ao progresso da Humanidade e segundo o Plano do Grande Arquitecto do Universo. Um modelo vivo do desabrochar ordenado e evolutivo da Matéria para o Espírito. A Vida como um Athanor Alquímico.
Os Rituais de Iniciação das Escolas Iniciáticas, portadoras dos Grandes Mistérios, focam e induzem o neófito nesse trajecto humano. Por isso, vemos muitos jardins ocidentais, com a simbólica característica dos três estágios, das três viagens, a subterrânea, a terrestre e a Celeste, o “mergulho” nos elementos da natureza e a invocação de Forças e Potências correspondentes.
II - As Pedras
A incorporação das pedras num jardim Iniciático é muito importante. Encontramos exemplos que vão desde os Druidas ao Zen, passando pelas Escolas Iniciáticas.
Para o Budismo que vê as pedras possuírem vida espiritual, tal como as plantas e os animais, elas convertem-se num dos elementos mais importantes do jardim Zen.
Dado que o simbolismo é algo incorpóreo, existe a intenção de o expressar através das artes. Por exemplo, no Zen, o monge desenha e constrói o jardim com a introdução e disposição de pedras, um meio pessoal de expressão espiritual através da simplicidade, cuja finalidade é alcançar a essência das coisas, um incentivo ao estudo, à compreensão e à meditação sobre si mesmo e sobre o universo.
Os desenhos de ondas, que o monge vai aperfeiçoando sobre a areia branca são como uma espécie de capacidade de controlo sobre a energia induzida por si próprio e simbolizam os ciclos da natureza em tudo o que existe no Cosmos. A vida cíclica que se prolonga e regenera permanentemente, sugerindo a imortalidade, a fecundidade e a felicidade.
Os Cristais utilizados na electrónica, na joalharia e na cura energética são bons exemplos que explicam a importância e o poder que os minerais têm na nossa vida quotidiana.
Tal como um Mestre escultor que vê a obra-prima dentro de uma pedra bruta, um Maçon que especula sobre o seu simbolismo, também o Ocultista “vê” a Essência que a Anima e a função que a pedra desempenha no Universo.
Pedra bruta
Deram-te um malho e um cinzel
E a pedra para trabalhares
Tão imperfeita, pesada, feia que era,
Levarás uma eternidade para a desbravares
Ao terceiro golpe soltou-se uma saliência.
Seria o orgulho? Talvez!
Quem sabe se não era a intolerância!
Ás vezes a força era desmedida,
A direcção incorrecta,
Reapareciam novas imperfeições
E o desespero batia-te à porta.
No entanto o Mestre observava.
Pouco a pouco ensinou-te
A manuseares as alfaias
E o resultado encorajou-te.
Conseguiste aplanar uma face,
Ainda te faltam mais cinco perpendiculares.
Deves conter as paixões,
Para poderes um dia lá morar.
Jorge Moreira.
III - Os Espíritos da Natureza
Existe uma Sabedoria Antiga que fala de padrões diferentes de vibração da matéria, Dimensões ou Planos existenciais, impossíveis de detectar por qualquer meio físico, devido à sua subtileza. Talvez seja os 90% da matéria escura que controla os 10% da matéria perceptível de que os Astrofísicos falam. Alguma dessa matéria é tão subtil, que os sentimentos, as emoções ou os pensamentos bastam para afectá-la. É por isso que dizem que os sentimentos ou os pensamentos são Forças vivas.
Os Rituais, os mantras e as orações têm como finalidade laborar nesses Planos.
Existem histórias que podemos encontrar em qualquer parte do mundo, fenómenos de percepção extra-sensorial, que algumas pessoas tenham experimentado e que falam da existência de seres, de um “povo miúdo”, de anjos, de Devas, de espíritos da Natureza etc.
“Estamos sós no Universo?” É uma questão que o realizador francês Jean Michel Roux, inicialmente muito céptico nestas questões, tentou desvendar. As palavras que se encontram na introdução ao seu filme de culto “Enquête sur le Monde Invisible”, explicam a origem das investigações que realizou, sobre os Reinos Invisíveis da Islândia: “Em 1990 fui à Islândia procurar locais para um projecto de um filme de ficção científica. Descobri naquela altura que a maioria da população acreditava na existência de elfos, algumas pessoas diziam que encontraram «trolls» gigantes de 20 metros de altura que escalavam montanhas e vales. Estavam essas pessoas doidas? Ou mantinham um relacionamento com as forças da natureza que nós, no continente Europeu perdemos? A sinceridade dessas pessoas perturbou-me…”
Mais à frente, o realizador coloca uma questão muito obsessiva para ele: “Esses seres vivos estão à minha volta e eu não os consigo ver?”
No fim termina com a seguinte citação “O mundo invisível é invisível porque só usamos os nossos olhos”.
A “Doutrina Secreta” de H. P. Blavatsky fala-nos de uma evolução paralela e combinada dos Devas em relação à Humanidade. As entidades mais primitivas, como os minerais, os vegetais e os animais, são os seres da Natureza, como os Devas, e entidades menores por Eles dirigidos, que indicam o caminho a seguir no crescimento e desenvolvimento dessas entidades primitivas, em formas mais belas, sensíveis e perfeitas. A Humanidade como entidade já individualizada, madura e no franco desenvolvimento das suas capacidades interiores, passa também ela a dirigir as actividades da Natureza. A jardinagem, a agricultura e a genética são alguns exemplos de uma estreita ligação do Homem com os Agentes da Natureza. Claro que a Ética é a Luz que ilumina o Homem e indica o caminho a seguir, segundo o Plano Maior, quando se trata da manipulação da Natureza pelo Homem, através da genética.
E. L. Gardner na introdução ao livro “O Reino dos Devas e dos Espíritos da Natureza” de Geoffrey Hodson diz-nos o seguinte: “O Ocultista não vê matéria morta em parte alguma. Toda a rocha palpita com vida, toda a pedra preciosa possui a sua respectiva consciência, por minúscula que seja. A relva e as árvores pulsam ao contacto de pequeninos agentes, cujos corpos magnetizados actuam como a matriz a partir da qual se tornam possíveis os milagres do crescimento e da coloração.”
No Reino dos Devas existe uma enorme variedade de formas, que são divididas pela tradição em quatro grupos, conforme o elemento em que actuam. Os espíritos da terra, onde gnomos, duendes, fadas, elfos, etc. são alguns exemplos; os da água como as ondinas; os do ar, os silfos e por fim os espíritos do fogo, as salamandras.
Muitos estudantes da Filosofia Oculta invocam regularmente esses seres em seu auxílio nas curas e cerimónias num Templo Maçónico ou de alguma Religião. Invocam também, através de preces e meditações, força, bênção e paz que irradiam sobre o mundo.
Qualquer pessoa mais sensível que trate de plantas, num jardim ou numa horta, apercebe-se de influências magnéticas invisíveis, de seres e energias que actuam no crescimento e na beleza do espaço e na “Aura” que o conjunto irradia.
Enquanto a Humanidade tem como centro de consciência as faculdades mentais como a razão, os espíritos da Natureza têm o seu centro na Intuição. É por isso que alguns seres da Natureza, mesmo com uma consciência muito primitiva e limitada, comparada a um animal, têm uma obediência espontânea aos demais membros do seu próprio Reino, que ocupam uma posição mais elevada na Hierarquia Cósmica e, por conseguinte, uma maior consciência do Plano do Logos. Assim, também as Escolas Iniciáticas conhecem e representam esta mesma Hierarquia, praticando um Cerimonial à Gloria do Grande Arquitecto, com a participação e colaboração fraterna e amistosa dos anjos, que são evocados pelas palavras, sinais, passos, sons, luzes e símbolos do Ritual. Este é o verdadeiro poder do Cerimonial, a utilização dos Devas e elementais dos respectivos elementos, na Construção e Consagração do Templo espiritual e na Iniciação numa Escola dos Mistérios.
Muitos Jardins Iniciáticos têm normalmente um percurso simbólico que vai desde a descida ao inferno, figurado pela caverna, pelo poço ou pelo túnel, etc. até ao céu, representado por uma torre ou um miradouro. É o tomar de consciência da nossa natureza inferior, a fimde dominá-la, “contendo as paixões”, “deixando os metais à porta do Templo” ou “talhar as imperfeições da Pedra Bruta”, para tornarmo-nos mais perfeitos, a fim de cada vez mais podermos ser um Instrumento de Construção da Grande Catedral Cósmica. Mas também é o mergulhar noutros Planos Invisíveis da Natureza, e aprender a trabalhar, de uma forma segura, com os outros seres que existem nesses Planos. Por isso o domínio das emoções, “o conter as paixões”, é, sem dúvida, o primeiro passo a dar para todo aquele que inicia o percurso Maior.
IV - Esculturas Vivas
O Jardim deve ter sempre uma atenção permanente, que vai desde a preparação do solo, a escolha de boas sementes, a eliminação das ervas daninhas, o regar constante das “novidades”, etc. Exactamente da mesma forma, os homens que tencionam progredir nos mais variados campos do conhecimento, que vão desde a ciência à arte, mas especialmente aqueles que querem transmutar esse conhecimento adquirido em Sabedoria, Iniciando assim a sua Caminhada Iniciática e Espiritual, devem cuidar constantemente do seu Jardim Interior, separando o “trigo do Joio”, utilizando o discernimento, o desapego, a ética e o amor, de forma a que esse jardim possa vir a florir com todo o seu esplendor e beleza.
Os Jardins Iniciáticos são locais telúricos naturais ou espaços espirituais projectados pelo homem, com uma estética sofisticada de evocação e celebração da Natureza, onde se verificam uma interacção de seres e energias existentes em estados diferenciados da matéria, sob a égide dos elementos e onde todos os seres deverão ter uma função de entreajuda a desempenhar no plano evolutivo. Uma verdadeira Fraternidade entre Anjos e Homens. Uma Irmandade que alia os diversos Reinos da Natureza, para formarem um Templo vivo, capaz de influenciar todos os seres que o constituem, os neófitos, que sobre rituais próprios de evocação venham a iniciar a sua Caminhada espiritual e ser uma verdadeira Luz de bem-estar que irradia muito para além dos seus limites físicos.
Os Jardins Iniciáticos devem induzir uma percepção do cosmos mais profunda e sentida. São como verdadeiras Estátuas Vivas, extensíveis a Planos mais elevados da Existência, onde a Natureza do Jardineiro Mestre se funde com a Natureza Cósmica, para esculpir a Beleza da forma e da cor, a Força do simbolismo e a Sabedoria Perene.
Tenho dito.'.
24 de Junho de 2006
Jorge Moreira.'.
BIBLIOGRAFIA
Blavatsky, Helena Petrovna, “Doutrina Secreta”, Pensamento.
Blavatsky, Helena Petrovna, “Glossário Teosófico”, Ground.
Hodson, Geoffrey, “ O Reino dos Devas e dos Espíritos da Natureza”, Pensamento.
Hodson, Geoffrey, “O Reino das Fadas”, The Theosophical Publishing House (Londres).
Fischesser, Bernard,“Conhecer as Árvores”, Europa-América.
Nosé, Michiko Rico e Freeman, Michael: “El Jardín Japonés Moderno”, Ediciones Gamma.
Leadbeater, C. W., “A Vida Oculta na Maçonaria”, Pensamento.
Reeves, Hubert, “Malicorne – Reflexões de um observador da Natureza”, Gradiva.
Powell, Arthur E. “O Sistema Solar”, Pensamento.
Burnier, Radha, “Regeneração Humana”, Editora Teosófica.
Roux, Jean Michel, “Enquête sur le Monde Invisible”, Filme versão em DVD.
quarta-feira, abril 26, 2006
Desculpem a ausência aqui e nos vossos Blogs
VOLTO BREVEMENTE!
Beijinhos e Abraços a todos,
Jorge Moreira.
Beijinhos e Abraços a todos,
Jorge Moreira.
segunda-feira, abril 24, 2006
sexta-feira, abril 21, 2006
quarta-feira, abril 19, 2006
terça-feira, abril 18, 2006
Fome
DESAFIO PARA AJUDAR
As Crianças... seremos nós amanhã!
Jorge Moreira
O desafio: Divulgar para Ajudar ...
Fui desafiado pela Pink do Blog Firebud e pela Aran_aran do Blog Moon Night... o que desde já agradeço.
O desafio, se o aceitarem, consiste em divulgar uma associação humanitária da vossa escolha, Nacional ou Internacional, com post, um link, um símbolo, um gesto solidário ... Eu convido-vos a clicar em: "The Hunger Site"
Depois desafiem outros cinco à criatividade e à inspiração. pois divulgar também é uma forma de ajudar ...
Não vou desafiar ninguém em especial, mas a todos aqueles que quiserem unirem-se a esta Luta, através dos seus Blogs.
As Crianças... seremos nós amanhã!
Jorge Moreira
O desafio: Divulgar para Ajudar ...
Fui desafiado pela Pink do Blog Firebud e pela Aran_aran do Blog Moon Night... o que desde já agradeço.
O desafio, se o aceitarem, consiste em divulgar uma associação humanitária da vossa escolha, Nacional ou Internacional, com post, um link, um símbolo, um gesto solidário ... Eu convido-vos a clicar em: "The Hunger Site"
Depois desafiem outros cinco à criatividade e à inspiração. pois divulgar também é uma forma de ajudar ...
Não vou desafiar ninguém em especial, mas a todos aqueles que quiserem unirem-se a esta Luta, através dos seus Blogs.
segunda-feira, abril 10, 2006
quinta-feira, abril 06, 2006
Que Frutos Saem em Aves Libertas!
Que Frutos
Saem
Em Aves Libertas...
Pensamento-Poema inspirado nos poemas maravilhosos da Amiga Maria do Céu Costa do Blog "A Direcção do Voo"
Saem
Em Aves Libertas...
Pensamento-Poema inspirado nos poemas maravilhosos da Amiga Maria do Céu Costa do Blog "A Direcção do Voo"
segunda-feira, abril 03, 2006
quinta-feira, março 30, 2006
Reino da Pedra
Portal baixo
Arco venda
Entrada
Da Pedra.
Humilde
É chave
Essência de Amor
O Iniciado do Infinito
O Sábio
Que vê
A Rosa
Dentro do Reino.
Jorge Moreira - Março 2006
Poema editado no Blog: Aprendiz de Viajante da Amiga Wicca
Arco venda
Entrada
Da Pedra.
Humilde
É chave
Essência de Amor
O Iniciado do Infinito
O Sábio
Que vê
A Rosa
Dentro do Reino.
Jorge Moreira - Março 2006
Poema editado no Blog: Aprendiz de Viajante da Amiga Wicca
terça-feira, março 28, 2006
Lagoa de Fogo - Açores
Foto - Jorge Moreira.
Dedico este post aos meus Amigos Açorianos, especialmente a:
Wicca
Desambientado
Fátima
Lubélia Travassos.
sexta-feira, março 24, 2006
Explicação do Sol
A Rosa do Amor Universal
És a Estrela cintilante
De Beleza encantada
Qual Força da Unidade
A Sabedoria do Cubo projectada.
És um Templo de pétalas
De dimensão cruzada
Qual mel d`Athanor
A magnífica Pedra forjada.
És a imensidão de Luz
De Esperânça, vela e sal
Qual Faúlha divina
A Rosa do Amor Universal.
Jorge Moreira
Poema republicado que pode encontrar no Blog Explicação de Sol, um novo espaço dedicado aos Mistérios Rosa-Cruz.
Vale a pena visitar e mergulhar na Beleza do simbolismo, das imagens e dos textos.
Mais um excelente site da Maat de Arde o Azul.
És a Estrela cintilante
De Beleza encantada
Qual Força da Unidade
A Sabedoria do Cubo projectada.
És um Templo de pétalas
De dimensão cruzada
Qual mel d`Athanor
A magnífica Pedra forjada.
És a imensidão de Luz
De Esperânça, vela e sal
Qual Faúlha divina
A Rosa do Amor Universal.
Jorge Moreira
Poema republicado que pode encontrar no Blog Explicação de Sol, um novo espaço dedicado aos Mistérios Rosa-Cruz.
Vale a pena visitar e mergulhar na Beleza do simbolismo, das imagens e dos textos.
Mais um excelente site da Maat de Arde o Azul.
terça-feira, março 21, 2006
domingo, março 19, 2006
Flores que Dão Frutos do Meu Quintal
Flores
Que dão
Frutos
Do meu
Quintal
Jorge Moreira
Foto - Jorge Moreira
E um Belo complemento da Amiga Berenice do Blog Tranquilidade Sideral
...
Que pintam o ar
Com aguarelas
E perfumam as minhas janelas
Com vivas cores
E tons de irreal
Qu`inebriam
A minh`alma
De poeta
De fotógrafo
De pintor
Que entoam hinos
À Primavera
Sonhando com o Verão
Desabrochando
Amores...
Uma feliz Primavera!
quinta-feira, março 16, 2006
Reflexos (XV) Poema Conjunto
as flores são letras
escondidas
no
coração
que desabrocham
perfumam-nos o olhar
prendas da terra
do sol
da água
do céu
da Vida
pequenos poemas a céu aberto
Poema Conjunto de Maat, Jorge Moreira, Desambientado, Sa.Ra e Sombra do deserto.
Ideia original de Maat In Arde o Azul
escondidas
no
coração
que desabrocham
perfumam-nos o olhar
prendas da terra
do sol
da água
do céu
da Vida
pequenos poemas a céu aberto
Poema Conjunto de Maat, Jorge Moreira, Desambientado, Sa.Ra e Sombra do deserto.
Ideia original de Maat In Arde o Azul
segunda-feira, março 13, 2006
sexta-feira, março 10, 2006
A Espiritualidade
Ultimamente tem-se verificado uma grande discussão em torno da palavra Espiritualidade, com laivos de grande intolerância, por parte dos não crentes e das Religiões.
Não devemos confundir o conceito de Espiritualidade, com algum dogma religioso. Espiritual é algo profundo, que cada um de nós, de uma forma ou de outra, é capaz de compreender intuitivamente, como sendo a fonte do Amor, da Bondade, da Beleza e da Sabedoria.
Mas perante estes factos, como pode o homem laborar em algo que está para além da razão e do palpável?
Para isso, ele terá de utilizar outras ferramentas de acção, que também elas, não podem pertencer ao mundo das formas. Alfaias de níveis cada vez mais elevados e profundos, como o raciocínio e a Intuição, alicerçados na Ética e na Simbólica, tornam possível, sentir, viver e almejar a Ordem superior, para além das limitadas representações mentais comuns e permitir avançar, cada vez mais, na Senda da Perfeição. Para isso devemos progressivamente, trabalhar para alcançar estados, percepções e conhecimentos traduzidos em Sabedoria, que devem ser retiradas das experiências quotidianas, do simbolismo e das fabulosas e altamente inspiradoras histórias míticas e místicas, e começar a trabalhar as Emoções, primeiro e indispensável passo para a caminhada Iniciática.
Portanto, já aqui, ao direccionarmos a atenção sobre as emoções, já estamos a trabalhar num plano extra-físico, não palpável, mas que sabemos e sentimos, como algo que na realidade existe e é extremamente importante para a vivência humana.
Um projecto por mais complexo que seja foi inicialmente trabalhado pela mente humana antes da sua concretização material. Aqui temos a noção exacta, de que, trabalhamos inicialmente noutras Esferas, neste caso no Plano Mental e só depois passamos ao concreto, ao palpável, ao físico.
Certamente que a nossa evolução, exigirá posteriormente, a atenção para Planos cada vez mais subtis do que o Mental. A Intuição e a Meditação abrem caminhos nessa perspectiva.
Os excessos provocados pelas Religiões ou pelo fanatismo de fundamentalistas religiosos, não invalidam a existência de Estados Diferenciados da Realidade, como admite actualmente a ciência, e cairmos no outro extremo radical, o materialismo puro, desconexo da Realidade e dos propósitos da Vida.
O trabalho do Homem deve ter dois níveis, interligados. Um de cariz Espiritual, introspectivo, de auto-observação constante e de busca contínua pela perfeição; o outro, um Serviço de acção e transformação directa no mundo concreto. Para isso, toda a acção deve ser guiada por princípios éticos. O objectivo deste Trabalho dual (Acção guiada) traduz-se num crescimento pessoal e consequentemente, numa mais valia, para a evolução da própria Humanidade, libertando-a mais rapidamente das amarras do sofrimento, da ignorância e da inércia.
Paz as todos os Seres
Jorge Moreira 2006
Não devemos confundir o conceito de Espiritualidade, com algum dogma religioso. Espiritual é algo profundo, que cada um de nós, de uma forma ou de outra, é capaz de compreender intuitivamente, como sendo a fonte do Amor, da Bondade, da Beleza e da Sabedoria.
Mas perante estes factos, como pode o homem laborar em algo que está para além da razão e do palpável?
Para isso, ele terá de utilizar outras ferramentas de acção, que também elas, não podem pertencer ao mundo das formas. Alfaias de níveis cada vez mais elevados e profundos, como o raciocínio e a Intuição, alicerçados na Ética e na Simbólica, tornam possível, sentir, viver e almejar a Ordem superior, para além das limitadas representações mentais comuns e permitir avançar, cada vez mais, na Senda da Perfeição. Para isso devemos progressivamente, trabalhar para alcançar estados, percepções e conhecimentos traduzidos em Sabedoria, que devem ser retiradas das experiências quotidianas, do simbolismo e das fabulosas e altamente inspiradoras histórias míticas e místicas, e começar a trabalhar as Emoções, primeiro e indispensável passo para a caminhada Iniciática.
Portanto, já aqui, ao direccionarmos a atenção sobre as emoções, já estamos a trabalhar num plano extra-físico, não palpável, mas que sabemos e sentimos, como algo que na realidade existe e é extremamente importante para a vivência humana.
Um projecto por mais complexo que seja foi inicialmente trabalhado pela mente humana antes da sua concretização material. Aqui temos a noção exacta, de que, trabalhamos inicialmente noutras Esferas, neste caso no Plano Mental e só depois passamos ao concreto, ao palpável, ao físico.
Certamente que a nossa evolução, exigirá posteriormente, a atenção para Planos cada vez mais subtis do que o Mental. A Intuição e a Meditação abrem caminhos nessa perspectiva.
Os excessos provocados pelas Religiões ou pelo fanatismo de fundamentalistas religiosos, não invalidam a existência de Estados Diferenciados da Realidade, como admite actualmente a ciência, e cairmos no outro extremo radical, o materialismo puro, desconexo da Realidade e dos propósitos da Vida.
O trabalho do Homem deve ter dois níveis, interligados. Um de cariz Espiritual, introspectivo, de auto-observação constante e de busca contínua pela perfeição; o outro, um Serviço de acção e transformação directa no mundo concreto. Para isso, toda a acção deve ser guiada por princípios éticos. O objectivo deste Trabalho dual (Acção guiada) traduz-se num crescimento pessoal e consequentemente, numa mais valia, para a evolução da própria Humanidade, libertando-a mais rapidamente das amarras do sofrimento, da ignorância e da inércia.
Paz as todos os Seres
Jorge Moreira 2006
quarta-feira, março 08, 2006
segunda-feira, março 06, 2006
As Pedras no Caminho
As Pedras no Caminho são como guias, que nos acordam quando estamos a ficar sonolentos pelo percurso.
Jorge Moreira – Março 2006
Jorge Moreira – Março 2006
sexta-feira, março 03, 2006
quarta-feira, março 01, 2006
De Camões a Pessoa - a Viagem Iniciática
"De Camões a Pessoa, A Viagem Iniciática" é um livro conjunto de duas senhoras de grande sensibilidade Mística e Esotérica, que se inspiraram em dois dos maiores mestres da literatura portuguesa. A admirável artista plástica Ellys ilustra a Obra com um conjunto de trinta e uma belíssimas telas e a Maria Azenha consubstancia esta magnífica Obra, com belos e profundos poemas simbólicos, estruturados em duas partes: Rotas e Mitos e A Mensagem Espiritual de Fernando Pessoa.
Esta Obra é de aquisição obrigatória.
Editora Sete Caminhos
Contactos: 218 394 434 - Fax. 218 394 436
e-mail: setecaminhos@iol.pt
Deixo-vos com uma das Pérolas do livro:
Tethys Saudando o Povo Lusitano
"Tethys saudou-te do trono de um império.
Depôs em teu seio o Livro Ocluso
Relembrado em Flor de Lis,
Qual Rosa alada,
Bússola de Ísis,
Esculpida em Portugal.
Entre deuses e homens
Ficou a Esmeralda gravada.
Ó Portugal,
O Ourives és Tu!"
Imagem de Ellys
Poema de Maria Azenha
In “De Camões a Pessoa – a Viagem Iniciática".
Esta Obra é de aquisição obrigatória.
Editora Sete Caminhos
Contactos: 218 394 434 - Fax. 218 394 436
e-mail: setecaminhos@iol.pt
Deixo-vos com uma das Pérolas do livro:
Tethys Saudando o Povo Lusitano
"Tethys saudou-te do trono de um império.
Depôs em teu seio o Livro Ocluso
Relembrado em Flor de Lis,
Qual Rosa alada,
Bússola de Ísis,
Esculpida em Portugal.
Entre deuses e homens
Ficou a Esmeralda gravada.
Ó Portugal,
O Ourives és Tu!"
Imagem de Ellys
Poema de Maria Azenha
In “De Camões a Pessoa – a Viagem Iniciática".
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